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Laboratório forense testa sistema de automação

O Houston Forensic Science Center expande piloto para rastrear armas de fogo e evidências biológicas e sobre cenas de crimes, para reduzir o risco de perdas

Por Claire Swedberg

7 de julho de 2017 - Os sistemas de justiça exigem que cada evidência forense reunida em uma cena de crime seja armazenada, acessada e processada com precisão. Portanto, as agências e empresas que são responsáveis por essas evidências usam o que pode ser um método de rastreamento manual exaustivo e, muitas vezes, sujeito a erros. Para laboratórios como o Houston Forensic Science Center (HFSC), isso pode obrigar os cientistas a se afastarem do trabalho que precisam realizar.

Para tornar automático o gerenciamento de seus equipamentos e evidências, o HFSC está testando um sistema de identificação por radiofrequência (RFID) UHF, inicialmente para rastrear equipamentos e suprimentos de laboratório. A longo prazo, a mesma tecnologia rastreará e gerenciará automaticamente as localizações de armas de fogo, evidências biológicas e evidências coletadas em cenas de crime. A JPL RFID, empresa de integração de software e hardware, forneceu as tags e leitores, bem como seu próprio software e banco de dados para gerenciar os dados, diz Jason Pitcock, presidente da JPL.

Jason Pitcock, da JPL
David Leach, gerente financeiro e tesoureiro da CPA e HFSC, apresentou a solução no RFID Journal LIVE! 2017, em Phoenix, Arizona, no mês de maio.

A HFSC gerencia substâncias controladas, evidências de cenas de crimes, evidências digitais e multimídia, armas de fogo, biologia forense e DNA, impressões latentes, toxicologia e traço (evidência baseada em incêndios criminosos). "Nós não armazenamos evidências, então isso sempre está mudando enquanto processamos evidências e devolvemos a evidência, depois que os testes foram concluídos, às agências de aplicação da lei", diz Peter Stout, CEO da HFSC. "Em qualquer momento, temos vários milhares de itens em processo no laboratório".

Há dois anos, segundo Stout, a HFSC começou a procurar uma solução baseada em RFID. O grupo decidiu começar com suprimentos gerais de laboratório, já que são menos críticos do que a evidência de que as ferramentas e os suprimentos são usados para processar. A HFSC não mantém um inventário desses fornecimentos. São simplesmente encomendados quando necessário por vários funcionários. Portanto, os suprimentos geralmente chegam ao laboratório em múltiplas quantidades e variações - em alguns casos, mais do que realmente eram necessários. Além disso, os suprimentos são armazenados em vários lugares com pouca responsabilidade.