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Estudo sobre IoT do governo divulga primeiros resultados

O trabalho aponta cinco lições retiradas do 1º relatório do estudo "Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil"

Por Edson Perin

21 de junho de 2017 - O governo federal está desenvolvendo um plano nacional para Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), desde dezembro de 2016. A iniciativa partiu do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Cultura (MCTIC), e envolve o consórcio McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto e Macedo Advogados (PNM) – leia mais em BNDES apresenta chamada pública para IoT.

Os primeiros resultados do investimento de R$ 17 milhões começam a sair, com as cinco lições retiradas do 1º relatório do estudo "Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil".

Com foco na análise de boas práticas internacionais, o documento Benchmark de iniciativas e políticas públicas aponta caminhos para o desenvolvimento de Internet das Coisas no país. O relatório faz parte da primeira fase do estudo elaborado pelo Consócio McKinsey, CPqD e PNM. Apoiado pelo Fundo de Estruturação de Projetos (FEP) do BNDES e conduzido pelo banco em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o estudo deverá orientar o governo brasileiro na formulação de políticas para o desenvolvimento de IoT no país.

O trabalho também é um esforço para identificar tendências em um fenômeno considerado relativamente novo pelos realizadores do trabalho. A maior parte das iniciativas de IoT, segundo o grupo, surgiu há apenas quatro anos. Porém, quem acompanha o RFID Journal Brasil sabe que os primeiros passos do setor remontam há mais de uma década, quando as primeiras iniciativas com identificação por radiofrequência (RFID) foram documentadas pela HP em sua fábrica de impressoras em Sorocaba (SP).

Para tentar entender o que está acontecendo e quais são as principais tendências de políticas públicas no mundo, os autores do estudo adotaram como referência o que vem sendo feito pelos governos em 12 regiões selecionadas, agrupadas segundo três critérios: posição de destaque em IoT, forte papel do Estado em IoT e desafios similares ao Brasil.