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RFID vai servir bebidas ao público

Startup de tecnologia cria sistema que permite que os pedidos dos consumidores sejam atendidos de modo automatizado

Por Claire Swedberg

11 de abril de 2017 - A startup de tecnologia e serviços de logística Shotput se associou a uma empresa global de bebidas para testar uma solução que entrega produtos rapidamente para os consumidores, onde quer que se encontrem, por meio de refrigeradores dispersos em áreas de forte procura, equipados com tecnologia de identificação por radiofrequências (RFID). A empresa de bebidas, que planeja pilotar esta tecnologia nos próximos meses, pediu para permanecer anônima, por enquanto. O sistema, diz Praful Mathur, roboticista e co-fundador da Shotput, pretende desafiar o modelo existente de cadeias de suprimentos de produtos, permitindo um tipo de serviço mais de tipo Amazon Prime para alimentos, bebidas ou outros bens.

A solução desenvolvida pela Shotput consiste em prateleiras RFID EPC UHF dentro de um contêiner refrigerado que funciona como uma máquina de venda automática. Quando um consumidor solicita um produto através de um aplicativo, o sistema recebe essa solicitação, dispensa os produtos do refrigerador mais próximo e ordena o transporte para levar o produto rapidamente ao consumidor. A RFID garante que os pedidos de reposição sejam feitos a tempo, impedindo que fiquem fora de estoque.

Praful Mathur
A Shotput chama os refrigeradores - que agem como máquinas de venda automática robotizadas, mas que poderiam ser do tamanho de um contêiner de transporte - como micro-armazéns. Estas unidades são o que permite que as encomendas sejam feitas a partir de qualquer local, explica a empresa, e as mercadorias serem recebidas rapidamente.

A Shotput foi lançada em 2014, diz Mathur, para desenvolver robótica avançada para a indústria de logística. Ele fundou a empresa para fornecer maior eficiência à cadeia de suprimentos de bens, como alimentos, bebidas e outras verticais, que tradicionalmente são compradas por indivíduos que entram nas lojas e encontram os produtos nas prateleiras das lojas. A disponibilidade de e-commerce e empresas como a Amazon estão desafiando esse modelo no caso de muitos produtos de alto valor, acrescenta, enquanto as bebidas, alimentos e outros itens de conveniência tendem a ser mais desafiadores para o comércio eletrônico, com base no alto volume de bens movidos e vendidos em todo o mundo. "Os consumíveis são uma coisa que não tem feito bem no espaço de comércio eletrônico", afirma Mathur.

Assim, a Shotput, diz Mathur, está desenvolvendo um sistema que planeja testar este ano. Inicialmente, os testes envolverão o fabricante da bebidas, para determinar se os consumíveis - uma lata de refrigerante ou outra bebida, por exemplo - podem ser comprados da mesma forma que os produtos são encomendados por meio de canais como o Amazon Prime.