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Estudantes criam alimentador canino inteligente

Com RFID, os alunos do Sesi de Cianorte (PR) desenvolveram um aparelho que identifica cada animal de estimação e dá comida na medida certa

Por Edson Perin

16 de março de 2017 - Quem tem cachorro, gato ou qualquer outro animal de estimação sabe que a principal preocupação é chegar em casa na hora certa para dar comida para o seu bichinho (ou pet, em inglês). Qualquer atraso pode magoar o melhor amigo ou até deixá-lo doente. Com isto em mente, um aluno do Colégio SESI de Cianorte (PR) sugeriu a seus colegas a criação de uma máquina que alimentasse os animais de modo automático. Eles conheceram a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), que permite a identificação individualizada de cada cão, neste caso, ou gato ou outro bicho, e a ideia virou projeto.

E, assim, nasceu o iPET, o alimentador inteligente, que consegue saber qual animal está perto do cocho e, se for a hora da refeição, servir a quantidade certa de ração, de acordo com o que foi estabelecido [programado] pelo dono. E mais: o aparelho avisa por smartphone se o bichinho está devidamente alimentado e até se tomou água.

A equipe que trabalhou no desenvolvimento do alimentador iPET
Após a concepção do projeto, o desenvolvimento do iPET vem sendo realizado desde 2013 pela equipe 7th Connection, do Colégio SESI de Cianorte, composta por oito alunos do ensino médio e dois técnicos, que são professores. Um dos objetivos é o de concorrer na First Lego League (FLL), um torneio internacional, com etapas no Brasil, promovido pela fabricante de brinquedos Lego.

O projeto acabou gerando demandas tecnológicas que resultaram em parcerias com a Universidade Estadual de Maringá – Departamento de Design (UEM), Universidade Paranaense – Departamento de Tecnologia da Informação (Unipar), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e com a iTag, empresa fornecedora de tecnologia RFID.

"No decorrer de nossos trabalhos, buscamos nos fundamentar também em pesquisas com a comunidade de donos de animais de estimação e veterinários", afirma Wesley Alanis, professor e integrante da equipe. "Vimos que os cães de nossa região estão obesos, o que nos fez alinhar ainda mais o trabalho".