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Beacon brasileiro chega ao mercado

A tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) desenvolvida pela Taggen em parceria com o CPqD oferece suporte nacional para Internet das Coisas (IoT)

Por Edson Perin

10 de março de 2017 - A parceria entre Taggen, empresa especializada em projetos e soluções de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), e a unidade EMBRAPII do CPqD, instituição de pesquisa focada em inovação com base em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), resultou no desenvolvimento do primeiro beacon totalmente projetado e fabricado no Brasil.

Quando começou a ser projetado, o RFID Journal Brasil adiantou os primeiros passos do que se tornaria o atual Taggen Beacon (leia mais em Beacon brasileiro está em desenvolvimento em Campinas), que despertou grande interesse por se tratar de um beacon com inúmeros diferenciais em relação aos existentes no mercado internacional e sendo recebido com entusiasmo pelo mercado brasileiro.

Taggen Beacon, desenvolvido no Brasil em parceria com o CPqD, com tecnologia de ponta
O beacon é um pequeno dispositivo que emite sinais por meio da tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE), cujos pulsos são captados por qualquer aparelho com bluetooth ativado, como smartphones, tablets e notebooks. O Taggen Beacon trabalha com padrões de mercado criados pela Apple (Apple iBeacon) e Google (EddyStone), garantindo sua compatibilidade com aplicativos internacionais.

Até agora, só havia no mercado beacons importados e que não podem ser utilizados no país sem certificação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Com a fabricação nacional, o Taggen Beacon passa a oferecer uma alternativa competitiva e certificada para a criação de inúmeras aplicações inovadoras para os negócios.

"O CPqD vem atuando fortemente, por meio de várias iniciativas, no desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao conceito de Internet das Coisas. E esse beacon - desenvolvido pela Unidade EMBRAPII CPqD em parceria com a Taggen - é uma tecnologia habilitadora do conceito de IoT, uma vez que permite a troca de informações entre os mais diversos objetos", afirma Alberto Pacifico, da gerência de desenvolvimento de dispositivos e sensores do CPqD. "A comunicação com smartphones, por exemplo, abre a possibilidade de inúmeras aplicações para essa tecnologia".