RFID Noticias

Sistema monitora combustível com IoT

Clientes de vários países relatam uma melhor contabilidade do combustível após a adoção da solução baseada em identificação por radiofrequência (RFID)

Por Nathaniel Prince

3 de março de 2017 - A Fluid Management Technology Pty Ltd. (FMT), especialista em gestão de tanques de combustível, desenvolveu uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) e Internet das Coisas (IoT) para clientes que necessitam monitorar exatamente seu consumo de combustível. A espinha dorsal do sistema é um dispositivo que a empresa chama de SmartFill GEN 2, que ajuda a prevenir furto restringindo a entrega de combustível apenas a usuários autorizados.

O ato de acenar um cartão ou chaveiro com uma tag NFC (Near Field Communication) embutida na unidade SmartFill (que contém um leitor customizado com chip NXP Semiconductors PN532) ativa a bomba. As etiquetas são originárias de um fabricante chinês e estão em conformidade com a norma ISO 14443A (MiFare). Um leitor de cartão magnético também é uma opção disponível, permitindo que um método alternativo para a bomba seja ativado.

A unidade SmartFill afixada a uma bomba de combustível
Há duas maneiras pelas quais a unidade SmartFill pode ser conectada à bomba de combustível. Conectada diretamente à saída de pulso do medidor de vazão, controlando assim a alimentação da bomba através de um relé na unidade, ou uma conexão de dados serial de dois fios específica do fornecedor. Uma vez instalado o sistema, a única maneira de ativar a bomba é através do SmartFill, eliminando o risco de furto.

Quando a bomba é usada, a quantidade precisa de combustível removido é armazenada na unidade. Se um cliente desejar, os drivers também podem ser solicitados para inserir um PIN, criando um registro abrangente de quem está usando a bomba, qual veículo foi abastecido, quanto combustível foi usado e assim por diante. Além disso, a FMT oferece um módulo baseado em IoT chamado de SmartDip, que se conecta a um sensor de pressão para determinar a altura do fluido remanescente no tanque de combustível. Estes dados são armazenados na unidade e podem ser carregados para um site seguro, permitindo que seja acessado remotamente por um smartphone.

Um chaveiro ou um cartão com NFC podem ser passados sobre a unidade SmartFill
O sistema, segundo Bob Thomas, diretor-gerente da FMT, é compatível com qualquer tipo de combustível, desde que a bomba tenha um medidor de vazão em linha. Ele foi inicialmente testado em laboratórios e, em seguida, submetido a testes beta em sites de clientes. Além disso, cada unidade é testada individualmente durante a produção. O sistema obteve a aprovação australiana do National Measurement Institute e também foi certificado de acordo com a UL 1238.

Os principais clientes do sistema, de acordo com a FMT, incluem operadores de minas, sistemas de trânsito e marinas, bem como municípios e outras organizações que gerenciam frotas de caminhões de veículos. Um cliente é a Georgiou Group, uma empresa de construção australiana. "O SmartFill GEN 2 automatizou todo o processo", informa Cameron Towie, gerente de equipamentos da empresa. "Esse sistema economiza muitas horas-homem, e com os preços dos combustíveis na economia atual, é bom saber que podemos monitorar e contabilizar cada gota".

A FMT está sediada em Adelaide, na Austrália, e abriu recentemente uma filial norte-americana em Troy, Michigan. Comercialmente introduziu o sistema na Austrália em outubro de 2013 e nos Estados Unidos em março de 2016. A solução está sendo comercializada por uma mistura de venda pessoal, campanhas de e-mail e anúncios do Google, relata Thomas, e mais de 700 sistemas foram implantados em todo o mundo, incluindo na Austrália, nos Emirados Árabes Unidos, Papua Nova Guiné e nos Estados Unidos. "A maioria está instalada na Austrália, mas os números estão aumentando lentamente nos EUA", acrescenta.

  • « Anterior
  • 1
  • Próximo »