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Cisco vê maturidade da RFID na base da IoT

Executivo da filial brasileira afirma que as tags de identificação por radiofrequência estão cada vez mais integradas ao conceito de Internet das Coisas

Por Edson Perin

26 de janeiro de 2017 - O Brasil está desenvolvendo um plano para Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things). Em dezembro de 2016, o BNDES apresentou uma chamada pública para IoT, visando a receber propostas para obtenção de apoio financeiro não reembolsável para proposição de políticas públicas sobre Internet das Coisas, tema que entrou oficialmente para a agenda estratégica do governo brasileiro.

Na ocasião, o ministro Gilberto Kassab, titular do Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Cultura (MCTIC), assinou na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro (RJ), a transferência ao banco de R$ 17 milhões com foco nas iniciativas de IoT.

Giuseppe Marrara, Cisco
O acordo foi firmado com a presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos Marques, e com a presença do consórcio formado por McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto|Macedo Advogados (leia mais em BNDES apresenta chamada pública para IoT).

O tema desperta interesse em diversas corporações internacionais, como a Cisco, que tem foco nos investimentos que o conceito de Internet das Coisas trará para o setor de Tecnologia da Informação (TI). Para a Cisco, um ponto que ainda deve ser analisado é o que se quer e se pretende a partir da aplicação do plano, argumentando que IoT caminha junto com Big Data e Analytics, tendo como unidade básica a informação, ou seja, o dado extraído.

Apesar desta visão para dentro dos sistemas – após a coleta dos dados –, existe a compreensão de que não haverá IoT sem que o mundo real seja automaticamente percebido, lido e medido pelos sistemas, sem interação humana. "A RFID [identificação por radiofrequência] é um componente relevante dessa revolução", atesta Giuseppe Marrara, diretor de Relações Governamentais da Cisco. "Os modelos de sensorização adotados, bem como os de conectividade, dependerão muito dos modelos de negócios".

O executivo da Cisco acredita que as tags passivas, ativas e semi-passivas são importantes exemplos de sensores integrados à IoT e os leitores estarão cada vez mais integrados à Internet das Coisas. "Nesse sentido", explica, "as tecnologias de RFID já têm um ecossistema bem desenvolvido, além de um robusto conjunto de players, e pode ser integrada aos demais tipos de sensores e soluções de analytics para trazer ainda mais inteligência aos negócios".