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Loja de Nova York investe em auto-atendimento

A varejista de moda Rebecca Minkoff está usando a tecnologia RFID para permitir que seus consumidores escolham produtos e paguem sozinhos

Por Claire Swedberg

12 de janeiro de 2017 - A varejista de bolsas e acessórios de luxo Rebecca Minkoff está testando um sistema de self-checkout (auto-atendimento) baseado em identificação por radiofrequência, que permite que os clientes em sua loja de Nova York selecionem um acessório que querem, façam a compra em um Apple iPad e desbloqueiem a tag de segurança desse item, para que possam sair da loja sem ter que esperar na fila. A solução é fornecida pela startup de tecnologia QueueHop em uma unidade de exibição modificada pela Rebecca Minkoff para combinar com a estética da loja. A solução consiste na unidade de self-checkout, que possui um interrogador RFID para ler a etiqueta rígida de um produto, um iPad montado na parede para aceitar compras com cartão de crédito e um slot no qual a tag pode ser lida por outro leitor de RFID. A tag pode então ser removida após a compra.

A Rebecca Minkoff vem usando a tecnologia RFID para aprimorar suas lojas de moda e acessórios desde que abriu sua primeira filial em Nova York. Sua loja SoHo, localizada na 96 Greene Street, é conhecida como "Store of the Future" (Loja do Futuro) e possui espelhos mágicos habilitados para RFID nas salas de montagem que, por exemplo, identificam uma peça de vestuário que um cliente está experimentando e exibe produtos recomendados. "Quando lançamos a Loja do Futuro, tivemos dois desejos", diz Uri Minkoff, CEO e fundador da varejista de moda. "Queríamos oferecer uma experiência VIP como assistência personalizada às compras e uma experiência privada, quase anônima, para quem a quisesse".

A unidade de self-checkout possui um leitor de RFID que interroga a tag rígida colocada em cada produto
A tecnologia da QueueHop permite o anonimato de uma venda, diz Minkoff, juntamente com a conveniência adicional de reduzir as esperas em uma caixa registradora. De acordo com Minkoff, a loja anexou as tags rígidas - que possuem tecnologia de vigilância eletrônica de artigos (EAS), bem como etiquetas RFID UHF - para centenas de suas bolsas, lenços e artigos de couro pequenos. O objetivo a longo prazo, acrescenta, é incluir a tecnologia em outras mercadorias, possivelmente roupas.

Lindon Gao, da QueueHop
No início deste ano, a recém-lançada QueueHop desenvolveu seu software para tag rígida, app e software de gerenciamento de conteúdo RFID, diz Lindon Gao, CEO e co-fundador da empresa. O produto foi concebido quando Gao esperava em uma longa fila em uma loja para fazer uma compra. "A fila era incrivelmente longa", lembra, "e eu estava pensando: 'o que posso fazer para acabar com filas assim?'" Afinal de contas, diz, longas filas muitas vezes impedem as vendas se os clientes simplesmente não estão dispostos a esperar.

O problema é pior para a última geração de compradores, acrescenta Gao. Os chamados Millennials preferem realizar transações usando seus smartphones. Para os varejistas, observa, o problema é a etiqueta de segurança - eles precisam de alguma forma fornecer segurança, para garantir que os bens não saiam da loja sem primeiro serem pagos. As etiquetas rígidas bloqueadas tradicionalmente exigem intervenção humana do pessoal da loja.

Além disso, em lojas como a Rebecca Minkoff, alguns clientes simplesmente querem privacidade. Uri Minkoff refere-se a isto como o momento Pretty Woman, quando uma cliente em uma loja de luxo se sente intimidada - semelhante a Vivian Ward, personagem de Julia Roberts no filme Pretty Woman. Minkoff diz que quer que cada cliente se sinta confortável em sua loja e que, em alguns casos, significa permitir que um visitante faça uma compra e saia sem ter que interagir com ninguém.