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Solução garante autenticidade de documentos

O objetivo é garantir que documentos e dados relacionados estejam seguros e protegidos contra fraudes e falsificações

Por Claire Swedberg

20 de dezembro de 2016 - Enquanto uma transição está em andamento de papel para informações armazenadas digitalmente, ainda é necessário, com alguns documentos em papel, fornecer prova física de propriedade ou outra certificação, como a certidão de nascimento de uma pessoa. Documentos em papel, no entanto, podem ser vulneráveis a fraudes. A Smartrac lançou uma solução de identificação por radiofrequência Near Field Communication (NFC) para garantir que os documentos e os seus respectivos dados não sejam alterados ou forjados. A solução dLoc da Smartrac armazena dados criptografados sobre um documento que só pode ser desbloqueado e lido por partes autorizadas usando tecnologia de hash-value. Espera-se que o sistema seja comercializado no próximo mês.

A solução dLoc, destinada à verificação e autenticação de documentos, emprega os próprios transponders NFC da Smartrac e a plataforma de software baseada em nuvem Smart Cosmos. A tecnologia blockchain (software dedicado para assegurar o armazenamento de blocos sequenciais de dados) utilizados no sistema foi fornecida pela Factom. Bancos, empresas de direitos de propriedade, hospitais e outras empresas estão atualmente em conversas com a Factom e Smartrac sobre o uso dessa tecnologia para armazenar o número de identificação exclusivo associado a um documento, juntamente com os dados impressos nesse documento ou sua história, como os proprietários anteriores de um veículo ou de outra propriedade.

O sistema é voltado para bancos e companhias hipotecárias que podem armazenar documentos de origem de crédito ou de hipoteca, bem como para o setor médico em relação a certificados de vacinação, raios-x ou outros dados médicos pessoais. Além disso, as agências que armazenam títulos de terra, registro de veículos e outros documentos de direitos de propriedade podem se beneficiar da tecnologia, diz Mitch Deyoung, gerente de produto e vice-presidente da divisão de negócios de identificação e transações seguras da Smartrac.

A solução consiste em uma tag dLoc NFC adesiva com um Smartrac Bullseye NFC embutido, que vem com um de uma variedade de chips, dependendo das necessidades particulares de um usuário, com capacidade de armazenamento variando de 1 a 64 kilobytes. Um usuário pode aplicar o adesivo a um documento e, em seguida, utilizar um leitor NFC embutido em um smartphone ou dispositivo de leitura para capturar o número de identificação exclusivo da tag, gravar informações e vincular dados sobre o documento nesse ID de tag.

O software blockchain da Factom, em seguida, cria um 32-bit hash value que é armazenado no software inteligente Cosmos, como em um blockchain público. Esse valor só pode ser acessado por outras partes autorizadas equipadas com um leitor NFC usando uma chave privada.

O hash value oferece maior segurança do que a simples criptografia, diz Deyoung. "A segurança é tudo", explica, quando se trata de autenticação de documentos. Embora as tags NFC ou RFID possam ser criptografadas, isso não garante que uma tag não tenha sido alterada. "É muito difícil, se não praticamente impossível, inferir a entrada original, dada apenas a saída da tag. O grau de dificuldade depende da força da criptografia usada."