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Amcor automatiza dispensador de comprimidos

Dispositivo pode ser acoplado a qualquer frasco de remédio e informa quando as drágeas são retiradas por meio da tecnologia NFC

Por Nathaniel Prince

6 de dezembro de 2016 - A Amcor Rigid Plastics, divisão da Amcor, empresa de embalagens com sede na Austrália, anunciou uma solução para ministrar pílulas integrada por identificação por radiofrequência (RFID). O sistema alimentado por bateria, conhecido como "SMRT Bottle" (as iniciais de separate, monitor, release and track, ou em português separar, monitorar, ministrar e rastrear), tem função relógio e calendário que registra e armazena a hora, data e número de cada dose tomada. Os smartphones equipados com a funcionalidade de Near Field Communication (NFC ou comunicação de campo próximo) podem ler, exibir e transmitir estas informações.

O sistema contém uma etiqueta RFID passiva feita com um chip NTAG produzido pela NXP Semiconductors. A Amcor colaborou com a holandesa Confrérie Clinique, especializada em embalagem médica inteligente, para desenvolver o novo sistema que visa a garantir a segurança do usuário. Greg Rosati, diretor de marketing da Amcor para o segmento de Saúde, diz que este é o primeiro produto comercial de RFID da empresa, embora outros estejam em desenvolvimento.

O S.M.R.T. conta o número de pílulas que entram ou saem de um recipiente e também monitora a temperatura do frasco
O dispensador de comprimidos, concebido e construído pela Confrérie Clinique, consiste em um conjunto de duas peças que pode ser acoplado a qualquer frasco de comprimidos existentes, sem a necessidade de selagem do recipiente. A Amcor molda por injeção um polipropileno projetado para combinar com a geometria da pastilha, monitora o nível de temperatura do recipiente e garante a integridade do produto.

O sistema eletrônico do dispensador conta o número de pílulas que entram ou saem do recipiente e também rastreia a temperatura do recipiente. O dispositivo foi projetado para tornar mais fácil para idosos terem acesso às suas pílulas. Além disso, as chances de que uma criança ingira uma dose tóxica de medicação são reduzidas, porque é difícil remover vários comprimidos de uma só vez. A empresa informa que é quase impossível. Para fins de conformidade, os médicos e os cuidadores podem usar telefones habilitados para NFC para monitorar se as pílulas foram ou não retiradas pelo paciente.

O sistema é desligado quando o fecho é acionado, permitindo assim uma duração mínima de dois anos da bateria. A tecnologia está atualmente passando por ensaios de campo, que consistem em estudos de fatores humanos.

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