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RFID apresenta crescimento de uso no varejo

Pesquisa da Kurt Salmon com 60 empresas europeias e americanas constata que a taxa de adoção da tecnologia subiu de 34% em, 2014, para 73%, em 2016

Por Claire Swedberg e Edson Perin

18 de novembro de 2016 - A taxa de adoção da identificação por radiofrequência (RFID) no mercado de vestuário, calçados e acessórios de varejo mais do que dobrou nos últimos dois anos, de acordo com um levantamento com 60 empresas europeias e norte-americanas, conduzida pela empresa de consultoria de gerenciamento e estratégia Kurt Salmon. O primeiro grande estudo de varejo da empresa, realizado em 2014, descobriu que 34% dos entrevistados haviam implementado ou estavam implementando ou testando a RFID. Quando a Kurt Salmon conduziu pesquisa semelhante dois anos depois, em maio de 2016, a taxa cresceu para 73%. Dos 16 entrevistados que não utilizam a RFID, 86% indicaram que a administração da empresa estava focada em outras prioridades, enquanto apenas 2% achavam que a RFID não proporcionaria benefícios substanciais.

Os resultados da pesquisa foram publicados neste mês em um relatório intitulado "The Kurt Salmon RFID in Retail Study 2016."

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"Entramos na pesquisa de 2016 com as mentes abertas", diz Jason Sain, gerente sênior da Kurt Salmon e um dos autores do relatório, "mas estávamos intrigados com uma aceleração tão grande no crescimento". Grande parte da alta, observa, resulta da necessidade dos varejistas de oferecer produtos para venda em múltiplos canais. "A RFID é uma tecnologia habilitadora que pode ajudar os varejistas a competir no ambiente de vendas digitais", diz Sain.

O executivo diz que vários índices foram coletados no levantamento de 2016, mas o mais significativo foi o nível de adoção pura: em 2014, a adoção era de apenas 34%, agora é de mais de 70%, um crescimento que supera os 100%. A segunda mudança fundamental nas respostas durante os últimos dois anos, diz ele, estava no retorno do investimento (ROI) dos usuários de RFID. Em 2014, o principal uso era para dar precisão ao inventário da loja: a contagem correta de produtos à venda e no estoque, permitindo que a reposição ocorresse em tempo hábil.

Neste ano, houve oito casos de uso que apresentaram ROI positivo, incluindo tempo reduzido e custos de mão-de-obra (rendimento de 12% do ROI), melhoria na precisão do inventário na frente de loja (10,3%), estoques menores (8,7%), suporte de atendimento omnichannel (8,1%) e redução de furtos (5,6%).

Em seu relatório de 2016, a Kurt Salmon fez parceria com a EKN Research para entrevistar 60 executivos da indústria de vestuário nos Estados Unidos e na Europa. As entrevistas foram realizadas online, por telefone e pessoalmente, durante o mês de maio. As empresas relataram vendas anuais de pelo menos US$ 500 milhões, com 40% alegando mais de US$ 1 bilhão em receita anual. 45% das empresas entrevistadas são varejistas de vestuário ou especialidades, 33% atacadistas e 22% varejistas de moda, de mercadorias em geral, de departamentos ou de acessórios.

A pesquisa de 2014 da Kurt Salmon descobriu que, para os varejistas de vestuário, calçados e acessórios (soft line) que adotaram a RFID, as margens brutas foram aumentadas em 5%, enquanto o principal benefício foi a precisão, bem como taxas de reabastecimento melhoradas com base nisso. Naquela época, alguns varejistas também estavam experimentando soluções interativas, como salas inteligentes e espelhos mágicos. A omnichannel virou um interesse, Sain relata, mas não uma questão primordial para as empresas naquele momento.