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Linhas aéreas podem economizar US$ 3 bi com RFID

Relatório da IATA e da SITA prevê que o uso global da tecnologia pelas companhias de aviação reduzirá o montante de custos mencionado até o final de 2022

Por Claire Swedberg

11 de novembro de 2016 - Um estudo recente realizado pela International Air Transport Association (IATA) e SITA prevê que a indústria aérea economizará um total de US$ 3 bilhões até o final de 2022, empregando a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) UHF para aumentar a eficiência no manuseio de bagagens e reduzir a incidência de erros. Durante esse mesmo período de tempo, a RFID deverá reduzir o número de bagagens extraviadas em 25%. Para isso, o relatório observa que a maioria dos aeroportos do mundo precisa implantar a tecnologia. No entanto, a IATA e a SITA acreditam que essa adoção em grande escala provavelmente acontecerá como resultado da Resolução 753, uma diretriz da IATA do setor aéreo que exige que cada bagagem seja rastreada em pontos-chaves da origem até o destino.

A economia é calculada com base no pressuposto de que a maioria das companhias aéreas terão implantado infraestrutura de rastreamento de bagagem baseada em RFID até 2021.

A SITA, uma empresa de TI voltada para o setor de transporte aéreo (incluindo companhias aéreas e aeroportos), se uniu à IATA este ano para criar um caso de negócios que foi lançado no mês passado. O relatório, intitulado "RFID For Baggage Tracking" (RFID para rastreamento de bagagens), calcula os benefícios potenciais para companhias aéreas e aeroportos de utilizar etiquetas feitas com inlays RFID passivos EPC Gen 2 UHF. A organização descobriu que a economia de US$ 3 bilhões seria alcançada com base na captura mais eficiente de dados de bagagem (em vez de exigir varreduras de código de barras), visibilidade melhorada e um ganho de eficiência operacional.

As viagens aéreas continuam aumentando, com cerca de 5% mais passageiros viajando a cada ano desde 2006, chegando a 3,55 bilhões de vôos em todo o mundo, em 2015. Atualmente, os passageiros checam aproximadamente 3 bilhões de bagagens anualmente.

Para melhorar a eficiência e a precisão do tratamento de bagagens, a IATA emitiu a Resolução 753, a ser implantada até junho de 2018. Essa resolução exige que as companhias aéreas identifiquem cada mala ao passar por pontos de transferência ou roteamento e sejam submetidas ao rastreio com segurança, A bagagem é carregada em um avião e é então descarregada e recebida pelo cliente.

Para melhorar o tratamento de bagagens em antecipação à Resolução 753, várias companhias aéreas lançaram implantações de rastreamento de bagagem RFID UHF ou testes. Isso inclui a Delta Air Lines, que realizou uma das maiores implementações de rastreamento de bagagens com a tecnologia RFID.

A companhia aérea vai investir US$ 50 milhões para implantar a tecnologia em 344 aeroportos, de acordo com Peter Drummond, chefe de bagagem da SITA, e essa iniciativa está atraindo o interesse de outras companhias aéreas também. "Podemos estar em um ponto de inflexão na adoção de RFID", diz ele.

A Delta não respondeu aos pedidos de comentário do RFID Journal. Em seu site, no entanto, a empresa diz que começou a implantar globalmente RFID com tags nas bagagens este ano.