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Oxford atinge ROI de RFID em 12 meses

Maior fabricante de cerâmica e porcelana das Américas obteve o resultado logo em seu primeiro investimento na tecnologia, destinado a eliminar erros na entrega de produtos

Por Edson Perin

1 de novembro de 2016 - A brasileira Oxford, maior fabricante de cerâmica e porcelana das Américas e que conta com um fundo de investimento formado pelas três famílias fundadoras da WEG – uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo –, atingiu o Retorno sobre o Investimento (ROI) em identificação por radiofrequência (RFID) nos primeiros 12 meses de uso, graças à redução para zero dos erros em embarques e entregas de mercadorias aos seus clientes. O resultado conquistado com a RFID será anunciado oficialmente neste mês ao Conselho Administrativo da empresa por Marcelo Correa, gerente de logística e responsável pelo projeto.

Localizada na calma cidade de São Bento do Sul (SC), a Oxford possui 2.500 SKUs (stock keeping units) e fabrica mensalmente 6 milhões de unidades em todas as suas três plantas fabris – uma delas inaugurada neste ano, em julho de 2016, no Estado do Espírito Santo. Depois de produzidos, os produtos são embalados todo mês em 300 mil caixas, que precisam ser separadas e entregues corretamente de acordo com os pedidos de cada cliente.

Marcelo Correa, da Oxford
A Oxford fornece seus aparelhos de jantar com pratos, xícaras, canecas e conjuntos de panelas no Brasil todo e também no exterior, exportando inclusive para a China. Dentre seus clientes, estão lojas de presentes, decoração e varejo que comercializam cerâmicas e porcelanas com a marca Oxford e também empresas que enviam pedidos para louças promocionais com as suas próprias marcas – por exemplo, as canecas de porcelana com o brand da cafeteria Starbucks Coffee.

Quando saem da fábrica, as mercadorias são embaladas de acordo com os pedidos dos clientes, em caixas padronizadas para encaixar perfeitamente os conjuntos encomendados. Há coleções que, por exemplo, têm em uma única caixa 12 pratos rasos, 12 pratos de sopa, 12 pratos de sobremesa e assim por diante. Aqui entra a primeira etapa da implantação de RFID, já que os pedidos são encaminhados para a área de embalagem com as caixas e as etiquetas inteligentes já impressas em um rolo.

Cada caixa recebe a etiqueta que a identifica de acordo com o seu conteúdo, número de unidades etc. Em seguida, os conjuntos embalados são encaminhados para o estoque da Oxford, onde ficam empilhados de modo organizado e identificado. Na passagem da área de embalagem para a de estoque, há um portal RFID que realiza a leitura das tags, identificando as mercadorias contidas em cada caixa. "Os produtos podem ser transportados por carrinhos ou por empilhadeiras e são facilmente localizáveis, pois o local de armazenamento é registrado pelos funcionários do estoque no ERP [sistema de gestão empresarial]", explica Correa.