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Startup brasileira facilita adoção de RFID

Em parceria com ITA e Fatec, a empresa presta serviços para auxiliar nas implantações de identificação por radiofrequência

Por Edson Perin

23 de setembro de 2016 - A startup brasileira E-Solutions encontrou uma lacuna no mercado e se preparou para prestar serviços que visam a auxiliar outras empresas nas implantações de identificação por radiofrequência (RFID), especialmente no interior do Estado de São Paulo. A jovem empresa montou um laboratório que realiza diversos testes fundamentais para quem precisa de apoio técnico para colocar projetos de RFID em prática com sucesso.

Nascida com vocação para Pesquisa e Desenvolvimento (R&D, do inglês, research and development), a E-Solutions montou em São José dos Campos (SP) um laboratório focado nas tecnologias de RFID, com o objetivo de preencher inicialmente a lacuna regional em relação à esta área de conhecimento, bem como para apoiar os projetos desenvolvidos pela própria startup nesta área.

Instalado estrategicamente dentro da FATEC e próximo ao Parque Tecnológico de São José dos Campos, o laboratório apresenta área de leitura semi-anecoica, ou seja, com revestimento parcial, para realização de operações como Tag Survey, Tag Selection e Placement.

Câmara semi-anecoica da startup brasileira E-Solutions
Os sócios da iniciativa são Samuel Bloch da Silva e Rafael Januzi, tendo como conselheiro de P&D Manoel Barbin. O laboratório tem ainda parceria com o Centro de Competência em Manufatura, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição universitária pública ligada ao Comando da Aeronáutica (COMAER) e localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), na cidade de São José dos Campos.

Tecnicamente a sala respeita as dimensões mínimas recomendadas pela EPC Global, da GS1, para testes em ambientes abertos com etiquetas RFID UHF passivas. "Adicionalmente, a sala foi modelada matematicamente por um software proprietário, a fim de fornecer caracterização do local", explica Samuel. "Como os absorsores estão dispostos na forma de biombos com rodízios, a sala pode ser configurada para execução de diferentes testes de materiais com diferentes tamanhos".

De acordo com Barbin, isto significa que a cada reposicionamento dos biombos para acomodar a execução de um novo teste, o software pode caracterizar o novo lay-out da área de leitura, fornecendo informações importantes em relação a quiet zone (em português, área de silêncio, onde não há sinal de radiofrequência a ser lido) e o ruído esperado.

"Desta forma", explica Barbin, "é possível – antes de cada teste – validar o valor calculado pelas medições diretas na quiet zone". A outra novidade é que a equipe técnica do laboratório desenvolveu um software específico para execução dos testes de Tag Survey. O aplicativo fornece relatórios precisos e úteis aos usuários da tecnologia, principalmente quanto à escolha da melhor etiqueta para cada aplicação.

Além de leitores de mercado, o laboratório possui analisador de espectro portátil da Aaronia SPECTRAN HF 2025E-V3, bem como antena Aaronia HyperLog 7025 e OmniLog 90200 calibradas pelo fabricante.

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