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Governo procura sensores de baixo custo

O Departamento de Energia dos EUA financia projetos RFID para coletar dados sobre temperatura e umidade que permitam a gestão de edifícios

Por Claire Swedberg

6 de setembro de 2016 - O Department of Energy (DOE), dos Estados Unidos (EUA), lançou três projetos de sensores baseados em identificação por radiofrequência (RFID) como parte de uma pesquisa de US$ 19 milhões na busca por maneiras de promover a eficiência energética em casas, escritórios, escolas, restaurantes e lojas. A iniciativa chamada de Buildings Energy Efficiency Frontiers and Innovation Technologies (BENEFIT) financia um total de 18 projetos, abrangendo sensores e controles, aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) e tecnologias relacionadas, janelas, envelopes de construção (os elementos físicos, como portas e paredes, separando interior de um edifício do seu exterior) e modelagem de energia. Os projetos de RFID são abrangidos pelo sensores e controles.

À frente de um dos três projetos de RFID está o desenvolvimento de tags RFID passivas de ultra-alta frequência (UHF) com sensores embutidos. Outro projeto, sendo executado pelo Oak Ridge National Laboratory (ORNL), concentra-se na pesquisa de sensores feitos com tags RFID ativas de 433 MHz alimentados pela tecnologia fotovoltaica. O terceiro projeto, envolvendo o Palo Alto Research Center (PARC), também é composto de sensores peel-and-stick, usando etiquetas de RFID UHF passivas que podem transmitir dados de temperatura e umidade. O PARC também está ajudando o ORNL com o seu projeto.

Marina Sofos
O DOE lançou a iniciativa BENEFIT para identificar soluções de tecnologia de baixo custo para melhorar as taxas de consumo de energia dos edifícios. Cada projeto se destina a produzir sistemas que poderiam reduzir as despesas de consumo, diminuir a pegada de carbono de um edifício e criar empregos.

A maioria dos trabalhos de desenvolvimento começará no segundo semestre e deverá ser concluída dentro de dois anos, diz Marina Sofos, gerente de tecnologia de edificações do DOE. "Cada projeto está previsto para dois a três anos", diz ela. Embora as soluções sem fio para monitoramento de temperatura e outras condições dentro de edifícios já estejam disponíveis, Sofos observa que poucos estão em uso. Parte do desafio, diz, está no custo dos sensores que podem ser usados para monitorar e, assim, reduzir o desperdício associado com iluminação, HVAC e outros consumos de energia. "A meta é para reduzir o custo dos sensores".

Ao reduzir o custo de instalação, manutenção e operação de sensores, o DOE espera acelerar a taxa pela qual os sensores são implantados no governo, empresas e residências.