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The Wall Street Journal publica visão sobre RFID

Artigo escrito por Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal, mostra como a tecnologia de identificação por radiofrequência aumenta a produtividade

Por Edson Perin

19 de agosto de 2016 - Um artigo escrito por Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal foi destaque na edição da última terça-feira, dia 16 de agosto de 2016, no internacionalmente conceituado The Wall Street Journal. Intitulado How Tiny Wireless Tech Makes Workers More Productive (Como uma minúscula tecnologia sem fio torna os trabalhadores mais produtivos), o documento enfatiza como a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) aumenta a produtividade das empresas.

Roberti começa apresentando números sobre a economia dos Estados Unidos (EUA) que, segundo ele, não parecem bons. "Na semana passada, o Bureau of Labor Statistics [instituto de pesquisa do governo dos EUA, sobre trabalho] informou que a produtividade do trabalhador caiu 0,5% no segundo trimestre de 2016, o terceiro declínio trimestral consecutivo", relata. "O crescimento da produtividade, um motor essencial da melhoria dos padrões de vida, teve uma média de apenas 1,3% ao ano na última década, em comparação com 2,9% de meados de 1995 até ao final de 2005".

O que explica esta desaceleração, de acordo com o jornalista, é que os mercados já arrancaram as eficiências mais fáceis das tecnologias atuais. E completa dizendo que a presidente do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, Janet Yellen, observou em junho que alguns economistas "acreditavam que os frutos da inovação mais fáceis de colher, em grande parte, já tinham sido retirados e que simplesmente não havia espaço para ganhos adicionais [com as tecnologias já em uso massivo]".

Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal
Como profundo conhecedor sobre o assunto, Roberti afirma que as tecnologias sem fio de baixo custo estão apenas começando a quebrar as barreiras entre os mundos físico e digital, e que as empresas pioneiras na adoção já estão alcançando ganhos de produtividade surpreendentes.

Quatro anos atrás, diz ele, a Macy’s começou a implantar RFID passiva e, agora, os fornecedores estão sendo convidados a colocar etiquetas RFID pequenas nas embalagens de itens enviados para as suas lojas. O custo por tag, afirma Roberti em seu artigo, varia em volume, mas geralmente é menos de 25 centavos de dólar. "Cerca de 30% dos itens em uma loja típica agora carregam tags RFID, de acordo com a empresa, principalmente em roupas, sapatos, jeans masculinos e alguns corredores de moda", acrescenta.

Para o editor do RFID Journal, os funcionários podem fazer o inventário com um leitor de RFID apontado para uma prateleira ou rack. "Um estudo de 2009 da Universidade de Arkansas mostrou que a digitalização de 10.000 itens levou 53 horas, utilizando códigos de barras, mas apenas duas horas com RFID", constata. "Esta eficiência permite à Macy’s controlar itens em estoque a cada mês, em vez de uma ou duas vezes por ano", declara, dizendo que Pam Sweeney, vice-presidente sênior dos sistemas de logística da Macy’s, diz que a RFID trouxe precisão ao inventário, em 95%.