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NFC acelera autenticação em corridas

A Federação Internacional de Automobilismo está usando RFID em uniformes de corrida que podem ser autenticados por um aplicativo de smartphone

Por Claire Swedberg

29 de julho de 2016 - Em abril de 2016, várias equipes que competem em campeonatos da Federação Internacional de Automobilismo ( FIA) começaram a usar um sistema baseado em RFID, da Fyshe Ltd., para autenticar os uniformes de corrida adidas Climacool. Desde então, a Fyshe costura etiquetas Near Field Communication (NFC) em todas essas roupas. A empresa planeja incorporar os transponders em outros produtos que distribui, de forma a permitir que a FIA autentique carros de corrida e pilotos, garantindo que os uniformes, botas e capacetes são autorizadas para uso nas corridas.

A Fyshe ainda não está etiquetando luvas, sapatos ou outros produtos, embora espere fazê-lo no futuro. Numa data posterior, diz Christopher Nurse, fundador e diretor-gerente da Fyshe, as tags também podem ser utilizadas para rastrear as datas de validade dos itens que vende. Por exemplo, a Fyshe é importadora e distribuidora exclusiva dos capacetes e acessórios Arai. A FIA impõe limites de segurança em alguns desses produtos.

Richard Lietz, campeão mundial de FIA GT Pro, demonstra como o aplicativo Otentico, rodando em seu smartphone, pode verificar a autenticidade de seu uniforme de corrida
A Fyshe oferece um aplicativo de smartphone conhecido como Otentico, para acessar e gerenciar dados relacionados aos uniformes.

A Fyshe desenvolveu a ideia de empregar a tecnologia RFID NFC como um meio de autenticar de forma mais confiável as roupas usadas pelos pilotos, garantindo assim que cumpram os regulamentos e normas estabelecidos pela FIA e a SFI Foundation Inc., uma organização sem fins lucrativos que administra questões e normas para a garantia de qualidade de equipamentos de corrida dentro dos Estados Unidos.

Fundada em 2002, a Fyshe é uma empresa de equipamentos de automobilismo que vende seus produtos principalmente para os pilotos da FIA. "Nós somos uma empresa focada em motorsports e muito experientes em nosso espaço", diz Nurse. Como a corrida se tornou um esporte internacional, explica, com pilotos trazendo seus uniformes do mundo todo, a autenticação do equipamento está se tornando mais complexa.

Apenas algumas roupas atendem às diretrizes da FIA e SFI sobre retardadores de fogo e outros materiais, e podem custar US$ 10.000 . Alguns pilotos podem comprar roupas que custam menos, mas que podem não atender a essas diretrizes. Em tais casos, os inspetores da FIA vão determinar a troca e podem também desclassificar esse piloto.

A FIA vende hologramas para fornecedores autorizados como a Fyshe, mas, em geral, são menos seguros do que a tecnologia NFC, uma vez que podem ser falsificados. A partir de abril, portanto, a Fyshe começou a incorporação de uma tag Otentico NFC RFID em cada corrida. Cada etiqueta é feita com um chip NXP Semiconductors de 13,56 MHz em conformidade com a ISO 14443 e codificado com um número de identificação único. A Otentico oferece um software de gestão de conteúdo para armazenar e gerenciar dados relacionados com cada número de tag.