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Startup testa sensor sem fio de baixo custo

O dispositivo da C2Sense utiliza tecnologia RFID passiva e está em prova para determinar se pode detectar tipos diferentes de gases

Por Claire Swedberg

11 de julho de 2016 - A C2Sense, uma startup dos Estados Unidos de sensores e tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), está preparando vários testes do sensor sem fio que desenvolveu com RFID passiva para detectar a presença de tipos diferentes de gases.

Neste ano, uma empresa que não quer ser identificada publicamente está testando os sensores para monitorar as temperaturas em um ambiente de estocagem de alimentos perecíveis. Ainda este ano, uma empresa que faz embalagem para carne e frutos do mar vai lançar um projeto com a C2Sense para testar a capacidade de a tecnologia monitorar a presença de sulfetos e aminas biogênicas no interior das embalagens de carne, através de RFID.

Sensor sem fio da C2Sense pode detectar e transmitir via RFID a presença de gases
No próximo ano, a C2Sense afirma que o U.S. Department of Energy (DOE) vai começar a testar a tecnologia com sensores RFID UHF incorporados em crachás de identificação descartáveis. Leitores UHF de mão serão usados para rastrear a presença de amônia, o que indicaria um possível vazamento de produtos químicos tóxicos que podem ser uma ameaça para trabalhadores. A empresa espera lançar seus sensores RFID comercialmente após a conclusão desses pilotos.

A C2Sense foi fundada por Timothy M. Swager, professor de química no Massachusetts Institute of Technology (MIT), e o pesquisador Jan M. Schnorr, CEO da C2Sense, que querem comercializar a tecnologia que desenvolveram em laboratório do MIT. O sistema é composto de material incorporado em dispositivos ressonantes quimicamente atuados (cartões) que alteram a maneira com que um sinal é transferido de uma tag Near Field Communication (CNF) ou etiquetas de RFID a um leitor ou a partir de um eletrodo para outro, assinalando assim a presença de um gás específico.

Timothy M. Swager
Tudo começou como um projeto de universidade, afirma Schnorr, no qual os pesquisadores se perguntaram "Qual é a maneira mais simples de detectar gás no mundo real e transmitir essa informação para o mundo digital?" A maioria dos sensores, explica, são imóveis, caros e, se não utilizada na maioria dos locais onde há presença de gás, pode indicar um problema com um produto ou um perigo para a saúde humana. Portanto, as mercadorias na cadeia de abastecimento, bem como as condições em que as pessoas trabalham, muitas vezes não foram testadas para gases.

"Nosso grupo, por muitos anos, tem se centrado em sensoriamento químico", atesta Swager, "com a criação de formas de reconhecer produtos químicos ou classes de substâncias químicas específicas" e para converter esses dados de sensores para os usuários.

Inicialmente, os pesquisadores centraram na detecção de etileno que é emitido por frutas e legumes estragados. Pela inserção de nanotubos de carbono utilizando material CARDs em uma tag NFC padrão, os pesquisadores descobriram que poderiam sinalizar a presença de etileno.