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McDonald’s faz controle de temperatura

Tag RFID passiva com sensor a bateria verifica condições dos produtos em toda a cadeia de abastecimento, com baixo custo

Por Claire Swedberg

5 de julho de 2016 - Um operador europeu de restaurantes McDonald's é uma das várias empresas que estão testando uma solução baseada em RFID para fornecer temperatura e localização de alimentos frescos, produtos farmacêuticos e outros produtos sensíveis à temperatura, em tempo real. O sistema, fornecido pela companhia norueguesa TAG Sensors, dispõe de um coletor de dados Near Field Communication (NFC) de alta frequência (HF) ou RFID passivo EPC Gen 2 UHF, bem como um sensor de temperatura, um relógio, uma antena e uma bateria. A solução completa inclui também os leitores de RFID e impressoras, software baseado em nuvem e um aplicativo de smartphone. Empresas como a operadora de restaurantes McDonald’s europeia podem utilizar a solução para identificar onde os bens estão, através da leitura das etiquetas na cadeia de abastecimento.

O McDonald’s europeu está testando a tecnologia desde o início deste ano, de acordo com Knut Nygard, co-fundador e CEO da empresa. Outras empresas europeias, incluindo produtores de alimentos e empresas farmacêuticas também querem testar ou já estão se preparando para testar o sistema.

O coletor de dados com sensor
Tradicionalmente, as empresas que devem monitorar as temperaturas de seus produtos enfrentam múltiplos desafios. Como os produtos muitas vezes mudam de mãos várias vezes ou viajam longas distâncias, o processo pode ser difícil. Mesmo que um produtor controle as temperaturas em seu próprio site e se os varejistas ou distribuidores fazem o mesmo, muitas vezes há buracos negros em que é difícil saber o que está acontecendo com um determinado item.

Atualmente, existem poucas soluções para rastrear temperatura que sejam capazes de seguir produtos sensíveis às suas oscilações desde a produção até o consumo, diz Nygard, observando que o que já está disponível pode ser caro.

Com outros coletores de dados no mercado, Nygard diz que os usuários às vezes precisam implantar um sensor de temperatura nas instalações de produção, outro para controle de temperatura dentro da unidade de transporte, um terceiro no armazém e outro nos meios de distribuição. Mas estas soluções não fornecem o que ele chama de uma visão holística, com a amplitude de todo o ciclo de vida de cada item. "O elo mais fraco", diz ele, "é muitas vezes no trânsito entre instalações controladas".