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Buracos de rua ganham inteligência

Dezenas de municípios dos EUA estão adotando solução RFID para identificar quem executou cada trabalho de restauração das suas ruas

Por Claire Swedberg e Edson Perin

4 de julho de 2016 - Em ano de eleições municipais no Brasil, esta notícia traz uma nova perspectiva para quem pretende cuidar das vias pavimentadas das cidades com real atenção e respeito aos cidadãos. A CDO Technologies tem comercializado sua solução de RFID UHF nos Estados Unidos (EUA) para rastreamento de informações sobre aberturas de buracos em ruas, avenidas e estradas que normalmente são feitos por empresas de serviços de água e luz, por exemplo, para reparar cabos e tubos subterrâneos.

A solução, conhecida como RoadTag, foi lançada comercialmente no ano passado e dezenas de cidades estão agora se preparando para adotar o sistema para monitorar pavimentos de vias de tráfego. Denver e Colorado Springs anunciaram recentemente a implantações da tecnologia, enquanto Los Angeles pretende empregar o sistema para rastrear obras em calçadas e ciclovias em toda a cidade.

Em Dayton, Ohio, trabalhador usa leitor portátil Zebra Technologies MC 9190-Z para capturar o número de identificação de uma tag RFID embutida em um reparo de rua
No Brasil, pelo menos duas empresas iniciaram estudos e testes com aplicações RFID para este mesmo tipo de atividade. Até onde acompanhamos pelo RFID Journal Brasil, nenhuma dessas iniciativas gerou implantações em larga escala, como as que estão sendo anunciadas nos EUA.

Dayton, Ohio, foi o primeiro município a adotar uma versão inicial do RoadTag, com etiquetas de RFID UHF robustas incorporadas em reparos feitos usando concreto e asfalto. Todos os anos, a cidade sai a campo para verificar de 70 a 100 queixas sobre reparos de vias mal restauradas. Com a tecnologia, tornou-se mais fácil acessar informações sobre quem fez cada buraco e realizou a restauração, de modo que qualquer reparo necessário pode ser rapidamente programado com as partes apropriadas.

Durante os últimos três anos, a implantação de Dayton proporcionou uma oportunidade para a CDO testar a tecnologia em um ambiente real. As etiquetas foram expostas à chuva, neve, gelo e calor, assim como a aplicação de cimento e pressão pelo rolo compressor.