RFID Noticias

14% do varejo quer RFID, diz GS1 Brasil

A tendência foi apontada por pesquisa da organização, com um total de 550 companhias que vendem direto para o consumidor

Por Edson Perin

1 de julho de 2016 - Como temos divulgado no RFID Journal Brasil nas últimas semanas, uma onda de boas expectativas está pairando sobre as empresas do Brasil, que já estão investindo em tecnologias com vistas ao fim da crise econômica. As expectativas de que o governo de Temer reduza gastos e apoie as demandas das empresas sustentam este pensamento. Além disso, aumentar eficiência, competitividade e reduzir custos são identificados diretamente pelos empresários e executivos com os investimentos em tecnologias inovadoras e aos processos disruptivos inerentes a estes investimentos.

A pesquisa da GS1 Brasil divulgada nesta quinta-feira, 30 de junho de 2016, aponta esta tendência entre as 550 companhias de varejo consultadas. De acordo com o estudo, 87% das companhias consideram realizar investimentos em inovação tecnológica nos próximos meses. Entre estas, uma parcela significativa de 14% mira no alvo das tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID), como meio de transformar os negócios para o futuro.

Fonte: GS1 Brasil
O dado integra a terceira edição da série de estudos intitulada “Consumidores e Empresas: Tendências e comportamento no mercado nacional”, que vem sendo realizada periodicamente pela GS1 Brasil. Pelo terceiro semestre seguido, o estudo aponta o posicionamento do mercado e os hábitos de comportamento do consumidor e dos gestores das empresas brasileiras levando em conta principalmente a aplicação do código de barras para identificação dos produtos.

O público consumidor entrevistado foi de 425 pessoas acima de 18 anos de idade e 550 empresas, sendo 41% do segmento de alimentos, 37% de indústrias e 22% do setor de saúde. As entrevistas foram aplicadas em todo o Brasil.

De acordo com João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil, “o estudo já se tornou referência para a indústria, distribuição e comércio, já que aponta os níveis de automação e o desejo dos consumidores de forma inédita”.

Oliveira afirma que o trabalho tem duas principais vertentes. A primeira é acompanhar o consumidor brasileiro para compreender seu comportamento de compra e sua percepção de uso do código de barras hoje e no futuro. Já a segunda vertente, trata de como as empresas estão adotando as tecnologias para identificação de produtos e como estão reagindo para atender o novo perfil de consumidor, muito mais ávido por informações.