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Beacon brasileiro está em desenvolvimento em Campinas

Com base na tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE), os beacons têm sido um dos caminhos mais simples para empresas entrarem no mundo da Internet das Coisas (IoT)

Por Edson Perin

20 de junho de 2016 - Sistemas de localização em tempo real (RTLS, do inglês real time localization system), rastreamento, sensoriamento ativo, controle por smartphones, automação simplificada, fidelização de clientes e muito mais. Estas têm sido algumas das utilizações mais comuns dos chamados beacons, tags que funcionam a bateria e com base na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) conhecida por Bluetooth Low Energy (BLE). Os beacons têm sido um dos caminhos mais simples para empresas entrarem no mundo da Internet das Coisas (IoT).

Agora, com o anúncio de uma parceria entre o CPqD, instituição independente focada na inovação com base nas tecnologias da informação e comunicação (TICs), por meio de sua unidade EMBRAPII, e a Taggen, empresa de soluções RFID, ambas de Campinas (SP), está em desenvolvimento o primeiro beacon 100% nacional. A previsão de lançamento é setembro deste ano (2016) e a expectativa é de que os preços sejam mais competitivos do que os dos importados.

Gerente de loja utiliza ferramenta cujos dados são obtidos por meio de beacons para acompanhar o comportamento de seus consumidores
Muitas matérias publicadas no site RFID Journal Brasil mostram casos de uso, de dentro e de fora do país, destes pequenos e inteligentes aparelhinhos, cuja demanda tem crescido muito, devido à facilidade de serem instalados e operados. Um dos exemplos de uso de beacons BLE mostra uma iniciativa da filial brasileira da fabricante das gomas de mascar Trident, de propriedade da Mondelêz, que fez dos beacons um caso de sucesso internacional na área de marketing (saiba mais em RFID sustenta promoção de Trident no varejo ou RFID Helps Mondelez Market Its Trident Gum).

Alberto Pacifico, da gerência de desenvolvimento de dispositivos e sensores do CPqD, afirma que a Taggen será responsável pela definição dos requisitos do produto e a unidade EMBRAPII pelo detalhamento dos requisitos técnicos e desenvolvimento do dispositivo. “A principal vantagem será o domínio da tecnologia, que permitirá a independência na evolução do dispositivo, permitindo a geração de novos produtos derivados desta primeira versão”, afirma. Deve-se dizer ainda que a primeira conversa entre executivos do CPqD e Taggen e que deu origem ao projeto ocorreu no RFID Journal Brasil 2015.

Sobre os diferenciais, Pacífico diz que “o produto é inovador por possuir funcionalidades integradas que estão implantadas separadamente em diferentes tipos de dispositivos beacon no mercado, como comunicação bidirecional entre beacon e dispositivo de controle, por exemplo, smartphones, para geração de eventos e alertas; hardware preparado para recebimento de diferentes tipos de sensores; e versões de firmware que operam com diferentes "protocolos beacon", como iBeacon da Apple e Eddystone da Google”.