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Economia Circular: oportunidade ainda inexplorada pela IoT

As tecnologias de Internet das Coisas (IoT) podem habilitar a chamada Economia Circular, que está mudando a natureza de como os negócios são feitos

Por Lauren Roman

10 de junho de 2016 - A Europa comprometeu recentemente mais de US$ 6 bilhões para construir uma Economia Circular e os Estados Unidos e as corporações globais estão tomando nota. Então, o que é uma Economia Circular? Vamos começar com o básico e ver como ficam nisto as tecnologias de Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things).

O nosso usual modelo econômico linear "pegar – fabricar (talvez reciclar) – descartar" simplesmente não funciona. Este modelo coloca o ônus da recuperação de material sobre os consumidores, cidades e vilas. Também contribui para a degradação de materiais, e não consegue recuperar ou reutilizar a energia necessária para a fabricação de produtos.

Como alternativa, um modelo econômico circular é aquele que é restaurador e regenerador por design e tem como objetivo manter os produtos, componentes e materiais com maior utilidade e valor em todos os momentos. Um fabricante de vestuário, por exemplo, pode integrar RFID em roupas para que os clientes possam obter informações sobre a origem do produto, tais como garantir que um item foi criado de forma ética, por exemplo, e permitindo que os recicladores identifiquem os tecidos para a recuperação adequada. Os fabricantes podem vender "produtos como serviço", fornecendo acesso contínuo a bens em vez de vendê-los diretamente aos consumidores e manter os bens durante a sua vida útil, antes de os recuperar e reciclar.

Pela primeira vez, temos tecnologia para identificar, autenticar, localizar e rastrear materiais que podem ser mantidos e recuperados. As tecnologias da Internet das Coisas vão desempenhar um papel vital por permitir economias circulares.

Em fevereiro deste ano, a Ellen McArthur Foundation divulgou um relatório intitulado "Intelligent Assets: Unlocking the Circular Economy Potential". Nele, Kate Brandt, que lidera o programa de sustentabilidade do Google, afirma: "A Internet das Coisas ... pode desempenhar um papel fundamental no fornecimento de dados valiosos sobre o consumo de energia, bens e materiais sub-utilizados, para ajudar a tornar as empresas mais eficientes. Seu papel na construção de uma economia mais circular é fundamental".

O apêndice do relatório inclui 17 estudos de caso sobre Economia Circular, todos suportados pela Internet das Coisas, incluindo:

• Serviço de tinta instantâneo da Hewlett-Packard fornece impressão como serviço para indivíduos e pequenas empresas. As impressoras IoT enviam cartuchos de clientes para substituição, juntamente com envelopes com postagem paga para cartuchos usados, antes de ficar sem tinta. A HP também recolhe dados sobre o estado da máquina para manutenção preventiva e planejamento para a concepção de novos produtos

Provenance, empresa de tecnologia sediada no Reino Unido, usa a tecnologia de banco de dados transacional blockchain como plataforma para ajudar empresas e consumidores a manter o controle de materiais e dados associados, através de ciclos de uso. Por exemplo, uma bicicleta pode ser registada no blockchain pelo fabricante usando o número do quadro como uma referência. O comprador de bicicleta pode receber um passaporte digital que autentica o fabricante, fornece informações importantes sobre o produto e registra todos os reparos que são feitos. Os compradores secundários têm então, uma história imutável da bicicleta e sua manutenção, fazendo o uso prolongado do ativo muito mais provável.

Este movimento para sistemas econômicos circulares é diferente de qualquer movimento de sustentabilidade criado anteriormente e está acontecendo em um momento como nenhum outro.