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Fábrica reduz tempo para inventário em 70%

Além de otimizar os processos de contagem, a confecção Hermitex, de Campinas (SP), atingiu o índice de 100% de rastreabilidade de seus produtos

Por Edson Perin

5 de abril de 2016 - A Hermitex atua na confecção de uniformes executivos e produz 4.000 peças por mês, em sua fábrica em Campinas (SP). Os produtos da marca são comercializados em sua loja própria, no site, por meio de televendas e também por representantes comerciais. Para manter o controle sobre a sua produção e estoques, a companhia investiu na solução de identificação por radiofrequência (RFID), da iTag. Como resultado, a Hermitex atingiu 70% de otimização no tempo de contagem de peças e conquistou 100% de rastreabilidade dos produtos.

Segundo o executivo Lucas Kolokathis Costa, diretor da Hermitex, a companhia se destaca pelo atendimento de pronta entrega de diversos produtos, o que permite suprir a demanda de empresas de qualquer porte. Apesar disso, a Hermitex optou por não adotar o padrão passivo EPC UHF, da GS1, porque a serialização visa apenas ao uso interno com o sistema de gestão (ERP) da Magic Network, que utiliza banco de dados em cloud computing.

Lucas Kolokathis Costa, diretor da Hermitex, mostra a tag RFID de uma das peças de roupas fabricada pela empresa
Antes da RFID, os processo de controle de fabricação, controle de estoque e vendas dos produtos eram feitos em sistema informatizado, porém, com alimentação manual de informações e total dependência de funcionários para contagens, acertos, movimentações etc. “Praticamente não tínhamos rastreabilidade, exatidão em contagens e, principalmente, eficiência em todos esses processos”, atesta Costa. “Exatidão e otimização de tempo foram impactos positivos imediatos da RFID”.

Peças da Hermitex com etiquetas contendo tags NXP RFID
Com a tecnologia de identificação por radiofrequência, as etiquetas são impressas e fixadas aos produtos em uma das etapas de produção, ou seja, quando as peças são desmembradas de seus lotes iniciais.

A partir disto, as leituras são feitas nas movimentações dessas peças de um setor para o outro da produção, até chegar ao estoque. Depois, as coletas são feitas para levantamento de inventário, conferências e faturamento do setor de vendas.

“Temos um portal em ponto estratégico que serve para movimentações de entrada e saída de estoque, tanto em relação a fabricação como a vendas”, diz Costa. “Em breve, teremos um coletor, mas, enquanto não o adquirimos, existe uma parceria com a iTag, que disponibiliza o coletor quando necessitamos”.