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Ceitec fatura R$ 4,3 mi com RFID em 2015

O presidente da fabricante brasileira de chips diz que a companhia manteve a trajetória de crescimento e prevê resultados melhores neste ano

Por Edson Perin

4 de abril de 2016 - O cenário de negócios no Brasil não está bom para ninguém. Apesar disto, a fabricante de chip Ceitec SA, empresa pública localizada em Porto Alegre (RS) e que desempenha papel estratégico no desenvolvimento do setor de microeletrônica do Brasil, manteve sua trajetória de crescimento, em 2015, com um faturamento de R$ 4,3 milhões em vendas de circuitos integrados para identificação por radiofrequência (RFID). O resultado foi 48% superior aos R$ 2,9 milhões registrados em 2014.

Segundo Marcelo Lubaszewski, presidente da Ceitec, o faturamento cresceu com a venda do Chip do Boi – tag de RFID para rastreamento de bovinos – e o primeiro lote de inlays para identificação veicular, elevando o faturamento da fábrica no ano passado. “Foram mais de 17 milhões de chips vendidos, número comparável às vendas acumuladas nos três anos anteriores”, diz Lubaszewski.

Marcelo Lubaszewski, presidente da Ceitec
O desempenho da empresa tem sido impactado positivamente pela comercialização do chip CTC 13001, destinado à logística. Este circuito integrado (IC) tem sido utilizado em larga escala pela HP do Brasil, em sua linha de produção automatizada de impressoras, em Sorocaba (SP). A fábrica da HP exige alta performance e sensibilidade das tags (etiquetas RFID), velocidade e compatibilidade do IC com produtos e soluções de mercado, como leitores e outros equipamentos, além do incentivo à certificação do produto.

A Valid SA tem sido parceira da Ceitec e HP no CTC 13001, já que a companhia foi responsável pelo desenvolvimento e produção de antenas e etiquetas RFID em escala industrial, contendo os circuitos integrados da Ceitec.

Em 2016, o presidente da Ceitec espera que a companhia obtenha um crescimento maior nas vendas de chips com maior valor agregado, incluindo fornecimentos para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), e o chip do passaporte. “Neste caso, o chip tem maior valor agregado, pois vem com sistema operacional embutido”, explica Lubaszewski, dizendo que o desenvolvimento é realizado integralmente pela Ceitec.