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IoT é aplicada ao controle de pragas nos EUA

Sistemas de monitoramento remoto por Internet das Coisas deram às agências de controle de pragas visibilidade quase em tempo real sobre armadilhas para animais

Por Mary Catherine O'Connor

16 de fevereiro de 2016 - A Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things) já está auxiliando no controle de pragas nos Estados Unidos (EUA). Técnicos de controle de pragas que trabalham para os municípios, agências governamentais ou empresas privadas gastam uma grande quantidade de tempo no volante de um veículo. Em conformidade com os regulamentos de proteção dos animais estaduais e federais, os técnicos devem visitar regularmente as armadilhas para animais.

É claro que uma boa parte dessas milhas (e litros de combustível) são desperdiçados, já que as armadilhas muitas vezes permanecem vazias durante muitos dias. Mas as tecnologias de IoT estão oferecendo um caminho para fluxos de trabalho mais eficientes.

Esta armadilha guaxinim opera com um sensor OmniM2M
"As armadilhas com sistemas de monitoramento começaram a chegar no mercado cerca de três a quatro anos atrás", explica Greg Smith, da Tomahawk Live Trap Co., fornecedora de armadilhas e acessórios. As armadilhas de gaiola são projetadas para capturar criaturas sem prejudicá-las, para que possam ser liberadas com segurança na vida selvagem ou devolvidas aos seus proprietários. Smith colaborou com a OmniM2M, empresa de Seattle que vende soluções de monitoramento remoto para serviços de controle de animais, para oferecer armadilhas Tomahawk com monitoramento sem fio integrado.

O produto resultante contém uma unidade de sensor ZigBee que monitora o alçapão da gaiola e se comunica com uma porta de entrada de até 100 jardas dentro de casa. A porta de entrada, que pode ser emparelhada com até 18 sensores (e, portanto, 18 armadilhas), contém um modem celular que transmite uma mensagem para um servidor baseado na nuvem para indicar que a armadilha foi fechada, juntamente com o identificador da armadilha. A partir disto, o servidor pode enviar uma mensagem de texto ou e-mail para o técnico designado para gerenciar essa armadilha.

"Quando uma armadilha é acionada, um íman se separa na porta e faz com que o sensor envie um sinal", explica Smith. Este sensor é suficientemente pequeno para ser montado na maior parte das armadilhas Tomahawk. "Não há limite. Nós podemos fixar o sensor em qualquer coisa".

A Tomahawk está vendendo o gateway por US$ 250, enquanto cada unidade de sensor custa US$ 200. Além dos custos de hardware, os clientes terão de adquirir uma assinatura de celular para cada gateway, para os quais a Tomahawk está cobrando uma taxa mensal de US$ 30.