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Operadora de celular reduz custo para Internet das Coisas

A Verizon, dos EUA, lançou uma nova plataforma de desenvolvimento chamada ThingSpace e reduziu pela metade o custo de um modem

Por Mary Catherine O'Connor

12 de novembro de 2015 - Como muitos desenvolvedores de aplicativos estão dizendo, acrescentar uma coisa à Internet das Coisas (IoT) e depois gerenciar os dados recolhidos não são tarefas simples e necessariamente a um preço acessível. O processo envolve a seleção de chipsets e módulos de sensores, escrever o software necessário, decidir qual tecnologia de comunicação sem fio usar, testar os dispositivos e determinar como trazer os produtos e serviços ao mercado.

"Não é de admirar que muitas pessoas com grandes ideias para a Internet das Coisas não as tornem realidade", diz Mike Lanman, VP sênior de uma grande empresa de telefonia celular dos Estados Unidos (EUA), a Verizon, quando a empresa anunciou uma nova plataforma IoT conhecida como ThingSpace.

Pela plataforma ThingSpace, a empresa de telecomunicações espera fazer o desenvolvimento de produtos IoT e coletar dados mais simples e mais acessíveis de uma gama mais ampla de utilizadores finais do que no passado. De acordo com a Verizon, o sistema foi projetado para todos os tipos de usuários finais, que vão desde os empresários pequenos até as maiores empresas, com 10 diferentes kits de desenvolvimento, bem como acesso a uma biblioteca de interfaces de programação de aplicativos (APIs) e uma comunidade online onde os desenvolvedores podem obter apoio e compartilhar informações.

Além da plataforma, a Verizon anunciou também a disponibilidade imediata de um modem LTE celular, feito pela Sequans, que os clientes da Verizon podem comprar por metade do preço de mercado. Além disso, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, a Verizon também vai reduzir pela metade o custo das assinaturas atuais para sua rede 4G LTE, com o lançamento do que Lanman apelidou de novo "core IoT". Esta rede foi projetada para dispositivos de Internet das Coisas com baixa carga de dados, como medidores inteligentes ou coleiras de cachorro.

Lanman observou que os desenvolvedores da Internet das Coisas são confrontados com escolhas difíceis que envolvem conectividade. Muitas vezes, os desenvolvedores conectam um dispositivo a uma rede Wi-Fi, Bluetooth, um ZigBee ou interface ZWave. A conexão de um dispositivo tem assim custo mais baixo do que o da sua ligação direta a uma rede celular. "Mas uma área ampla, por celular, é realmente o que um desenvolvedor precisa... porque é confiável, foi construída com segurança, e oferece fácil provisionamento em massa", diz.

As empresas como a Verizon estão fornecendo conectividade a dispositivos da Internet das Coisas que requerem um longo alcance, afirma Lanman. Na verdade, a receita de soluções de Internet das Coisas da Verizon é de US$ 495 milhões. Essa é, pelo menos em parte, por que a Verizon está reduzindo o custo de seus modems e vai começar a oferecer assinaturas de baixo custo para os dispositivos da Internet das Coisas.

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