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Franceses testam rede para Internet das Coisas nos EUA

O baixo consumo de energia e o longo alcance da rede IoT da Sigfox cobrem toda a cidade de São Francisco, mas os aplicativos ainda serão definidos

Por Mary Catherine O'Connor

10 de novembro de 2015 - Um ano atrás, a francesa Sigfox, que tem feito a implantação de sua rede de longo alcance (WAN) e baixo consumo de energia em cidades de toda a Europa durante os últimos dois anos, estava se preparando para estrear sua tecnologia na baía de São Francisco, nos Estados Unidos (EUA). Recentemente, o Departamento de Tecnologia (DT) de São Francisco anunciou que instalou antenas Sigfox por toda a cidade, em 19 ramos do sistema da San Francisco Public Library (bibliotecas públicas). A rede está funcionando e oferece cobertura nos 80 quilômetros quadrados do município. A empresa construiu a rede sem nenhum custo para a cidade, só para São Francisco avaliar a tecnologia ao longo do ano que vem.

Jay Nath, diretor de inovação da cidade, disse que o governo de São Francisco quer testar se a rede Sigfox "incorporada para resolver alguns desafios", embora ele não tenha revelado aplicações específicas. Um porta-voz do DT diz que a cidade vai anunciar projetos de prestação de serviços da cidade ou através de um novo mercado, estabelecendo novas oportunidades de emprego.

As antenas Sigfox foram montadas em 19 ramos do sistema de bibliotecas públicas de São Francisco
Nath diz que a cidade também quer ver se os empresários da área da baía têm aplicações interessantes que gostariam de implantar usando a rede Sigfox. "Eles podem criar novos produtos e serviços e fazer coisas que não podiam fazer antes. Essas são coisas que nós vamos estar olhando", explica ele.

Em 20 de novembro, a Sigfox e a cidade de São Francisco serão co-anfitriãs do Smart City IoT Hackathon, destinado a incentivar as empresas locais e indivíduos a desenvolver aplicativos para alavancar a rede Sigfox.

Nath adverte que a participação da cidade no teste não equivale a um endosso da rede da Sigfox sobre outras opções de Internet das Coisas (IoT). "Este é um piloto", observa ele. "Queremos entender melhor o valor que vai trazer. É um contrato de arrendamento de um ano, podemos renovar se for um bom negócio, mas não estamos dizendo que esta é a tecnologia certa".