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Colhedores de cerejas recebem por produção

O sistema RFID criado por pesquisadores da Universidade Estadual de Washington relaciona o peso de cada balde com o respectivo trabalhador

Por Claire Swedberg

9 de novembro de 2015 - Durante a época de colheita deste ano, pomares de frutas do estado de Washington estarão testando uma solução baseada em RFID para relacionar a quantidade de cerejas colhidas com cada trabalhador. O sistema tornou-se um método automático de monitoração das colheitas individuais, com um leitor RFID construído em uma balança de pesagem onde se colocam os baldes de frutas, bem como etiquetas passivas incorporados em pulseiras de identificação dos trabadores. Mike Omeg, proprietário da Omeg Orchards, diz que, com base nos resultados dos testes de 2014 e 2015, a fazenda implantará o sistema em fases entre 2016 e 2017.

A FairWeigh nasceu na Washington State University (WSU), fundada por pesquisadores que originalmente desenvolveram a tecnologia para realizar pesquisas de fisiologia de árvores no campo, de acordo com o professor associado da WSU Matthew Whiting, principal desenvolvedor da tecnologia e um dos fundadores da empresa. A pesquisa, iniciada seis anos atrás, focava no estudo da produtividade dos catadores de cereja. Os pesquisadores precisavam de uma maneira de medir quantas cerejas cada trabalhador pegava e quando. Desta forma, aprenderam detalhes sobre como e quando os catadores podem tornar-se cansados, o quanto isto afeta a produtividade e outras condições que podem influenciar a colheita.

O dispositivo FairWeigh portátil tem uma balança eletrônica para pesar o balde de um trabalhador, além de um leitor RFID para capturar a identificação do indivíduo
A equipe da WSU gerou uma solução que consiste em uma balança de baldes e um leitor RFID montado numa estrutura com rodas, ligada a um veículo que circula no pomar. Os catadores receberam pulseiras RFID personalizadas. Quando um balde é colocado na balança, cheio de cerejas, a pessoa toca sua pulseira RFID no leitor e as cerejas são pesadas.

A WSU apresentou os detalhes da pesquisa aos agricultores da em 2011 e vários dos convidados sugeriram que a tecnologia poderia servir para outras finalidades também. "Eles vieram até nós no evento da indústria e sugeriram que a tecnologia fosse usada como uma solução de folha de pagamento", diz Whiting.

A maioria dos catadores de frutas não são pagos por hora, mas pela quantidade de fruta que colhem por dia. Portanto, o acompanhamento de cada balde de produtos escolhidos é importante tanto para o agricultor como para o colhedor. Na maioria dos casos, os produtores utilizam um método manual para controlar a produtividade dos trabalhadores. O sistema é complexo e propenso a erros.

O método manual apresenta uma variedade de potenciais problemas. Os catadores muitas vezes podem acabar discutindo com o verificador sobre o que representa um balde cheio, por exemplo. Se o verificador decidir que o balde não foi preenchido corretamente, o assunto pode gerar discussões.

Em alguns casos, os catadores podem ser mais produtivos do que perceberam. Neste caso, um balde cheio ainda seria contado como apenas um único balde e o trabalhador não seria creditado pela colheita adicional que realizou.