RFID Noticias

Petrobras cria roadmap para a tecnologia na logística

A companhia está testando a RFID principalmente na remessa e rastreamento de materiais para as plataformas em alto mar, responsáveis pela maioria de suas atuais atividades exploratórias

Por Edson Perin

28 de outubro de 2015 - A Petrobras ainda usa papel no controle de equipamentos, incluindo armazenamento, transporte e montagem, apesar de adotar inicialmente uma solução com códigos de barras integrada ao seu sistema de gestão SAP. Em busca de alternativas mais eficientes às listas de papel e aos códigos de barras, a companhia está testando a identificação por radiofrequência (RFID).

A empresa brasileira de petróleo e gás se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias avançadas para extração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, com suas atividades de pesquisa e desenvolvimento centralizadas no Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), no Rio de Janeiro (RJ), onde testa a identificação por radiofrequência, considerada operacionalmente mais ágil e robusta do que os códigos de barras.

Diórgenes Penteado, da Petrobras
Segundo Diórgenes Penteado, engenheiro de equipamentos e gerente de projetos, da Petrobras, em sua palestra no RFID Journal LIVE! Brasil 2015, realizado nos dias 7 e 8 de outubro, em São Paulo, a RFID está sendo testada com tags que foram selecionadas para os experimentos. "Fizemos os testes nas piores situações que há em nossos armazéns, o que nos permite concluir que as leituras serão muito boas em todas as outras situações", diz Penteado.

De acordo com o engenheiro da Petrobras, a partir de novembro e dezembro de 2015, serão realizados os pilotos operacionais, também sob o comando de sua equipe, o que caracteriza a primeira iniciativa com RFID, ou seja, nos armazéns. "Teremos portais, leitores manuais, impressoras de tags para caixas de papelão e também mesas codificadoras para hard tags [tags duras, mais resistentes]. Ainda não haverá conexão automática de dados da RFID com o SAP, por questões técnicas", explicou.

As operações RFID serão realizadas em paralelo com as operações normais dos armazéns. "Teremos aplicações para web e coletores portáteis, com as quais definiremos métricas para saber o grau de avanço que a tecnologia pode nos oferecer em comparação com o como fazemos hoje", diz Penteado.