RFID Noticias

BM&FBovespa opera com alta disponibilidade e segurança

Uso da RFID nos seus datacenters soma-se a outros fatores que permitem à companhia estar há mais de dois anos no ar, sem interrupções, operando R$ 10 bi por dia

Por Edson Perin

20 de outubro de 2015 - A BM&FBovespa foi uma das principais estrelas do RFID Journal LIVE! Brasil 2015, realizado no Espaço APAS, nos dias 7 e 8 de outubro. A companhia está há mais de dois anos no ar, sem interrupções, administrando mercados organizados de títulos, valores mobiliários e contratos derivativos, prestando seus serviços de registro, compensação e liquidação, atuando, principalmente, como contraparte central garantidora da liquidação financeira das operações realizadas em seus ambientes. A BM&FBovespa está em operação por tanto tempo, sem sair do ar, graças – em parte – a uma solução de identificação por radiofrequência (RFID).

O caso de sucesso foi apresentado por Maurício Rogano, superintendente de infraestrutura de datacenter da BM&FBovespa. Segundo ele, o controle eficiente dos estoques de equipamentos para os sistemas, com uso de tags (etiquetas inteligentes) e leitores de RFID, tem exercido um papel importante na garantia de disponibilidade das operações. "Hoje os usuários dos nossos serviços não sabem o que é RFID, mas estão sendo beneficiados diretamente por isto", afirmou.

Dashboard da solução RFID utilizada pela BM&FBovespa
Rogano explica que a importância da Tecnologia da Informação (TI) é muito grande para a companhia, porque – diferentemente do passado, quando havia um grande número de pessoas comprando e vendendo títulos presencialmente no pregão das bolsas – hoje as operações do mercado financeiro são realizadas online, remotamente. Por isso, a BM&FBovespa foi buscar um sistema que permitisse localizar seus servidores e, assim, determinar soluções para problemas de funcionamento rapidamente.

O sistema implantado foi o oferecido pela fornecedora brasileira de soluções RFID Nexxto (originalmente conhecida como RFIdeas), que tem entre seus casos de sucesso mais conhecidos o da empresa Equinix, que adquiriu o datacenter Alog (leia mais em Datacenter brasileiro reduz custos e perdas graças à RFID).

Lucas de Almeida, diretor de marketing e vendas da Nexxto, ressalta que a implantação segue o padrão passivo EPC UHF Gen 2, da GS1, mas com codificação definida por padrão adotado no projeto. "Os leitores fixos estão instalados nos principais pontos de passagem, como na entrada e saída dos datacenters e estoques", dizendo que os oito leitores em uso são Impinj xPortal e as 8.000 tags são Confidex Steelwave Micro II, com chip Impinj Monza 4QT.