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Sabesp controla hidrômetros com eficiência

A maior empresa de gestão de água e resíduos do mundo está usando RFID para rastrear hidrômetros novos e também antigos, que são reciclados

Por Edson Perin

28 de setembro de 2015 - A Sabesp, maior empresa de gestão de água e resíduos do mundo, está realizando o controle unitário e apurado do ciclo de vida de um medidor de água com uma ferramenta de gestão que facilita as tomadas de decisões, a interação com os fornecedores e trouxe ganhos relacionados à segregação da sucata. A solução da Sabesp, que ainda não está totalmente instalada, tem como base a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), fornecida pela Acura Global, que, além dos serviços, fornece os leitores e as tags (etiquetas de identificação com chip).

A companhia atende usuários residenciais, comerciais e industriais de seus serviços na cidade São Paulo e em 364 dos 645 municípios do Estado. A Sabesp aplicou tags em medidores de água e está usando leitores de RFID portáteis e um portal fixo para, inicialmente, agilizar o processo de verificação e eliminar o erro humano, diz Benemar Movikawa Tarifa, gerente do departamento de hidrômetros, da Superintendência de Planejamento e Desenvolvimento Metropolitano da empresa.

Hidrômetro com tag RFID
O projeto recebeu o RFID Journal Awards 2015, na categoria meio-ambiente, no RFID Journal LIVE! 2015, em San Diego, nos Estados Unidos. "O prêmio é o reconhecimento de um trabalho ousado, único e pioneiro no Brasil, bem como o reconhecimento pelo trabalho de toda a equipe envolvida", comemora Tarifa, que será palestrante no RFID Journal LIVE! Brasil 2015, nos dias 7 e 8 de outubro no Espaço APAS, em São Paulo.

Benemar Tarifa, da Sabesp
São tão amplos os ganhos com a RFID, segundo o executivo da Sabesp, que alguns se tornam muito difíceis de mensurar. "O sistema permite identificar e reduzir pontos de desvios de hidrômetros, ou seja, fraude, com ganhos como agilidade no processo, desburocratização, redução do número de documentos que transitam digitalmente por e-mails, falhas e atrasos no recebimento dessas informações".

Dentre outros ganhos, Tarifa menciona a valorização da sucata, permitindo exercer contratos de permuta com valores mais atrativos, o que permite que o fabricante receberá apenas sucatas de seus próprios medidores. "Isto traz diversos ganhos para eles, como reduzir as perdas com ativos e perdas fiscais, pela não baixa do produto", argumenta.