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Lupo conquista eficiência na manufatura de meias

A empresa concluiu a primeira fase da implantação de RFID e passou a controlar 150.000 caixas na linha de produção, por meio de tags EPC UHF

Por Edson Perin

16 de setembro de 2015 - Fundada em 1921 pelo imigrante italiano Henrique Lupo, a empresa de Araraquara (SP) que depois se tornaria a fábrica de meias Lupo nunca deixou de evoluir no tempo e, por isso, está cada vez mais próxima de completar saudáveis 100 anos, com outros produtos de confecção no portfólio e embarcando os negócios na alta tecnologia do século XXI. Como exemplo disso, a Lupo está utilizando identificação por radiofrequência (RFID) para rastrear caixas plásticas utilizadas na linha de fabricação de suas famosas meias.

Walter Paulim Cupri, chefe de desenvolvimento de TI da Lupo e responsável pelo projeto, diz que a empresa não tinha um problema para ser solucionado. Ou seja, o que motivou os testes com a identificação por radiofrequência foi a busca por melhoria operacional. "A tecnologia RFID nos proporcionou maior controle de nossa produção, logística e economia de tempo", esclarece. "Escolhemos a JNMoura Informática como nosso fornecedor por suas qualidades: tempo de atuação significativo no mercado, nome consolidado, ótimos sistemas e profissionais comprometidos com a solução dos problemas de seus clientes".

As meias masculinas da Lupo
O projeto de implantação do RFID na Lupo foi dividido em três fases. No primeiro momento, estão sendo etiquetadas somente as caixas (ativos fixos), utilizadas na linha de montagem das meias. A segunda fase prevê etiquetar os pacotes coletivos, com 12 pares de meias. Na terceira e última fase, será incluído o processo para colocar uma etiqueta em cada par de meia.

Walter Paulim Cupri, da Lupo
"Toda a produção da Lupo é controlada por caixas plásticas", afirma Júnior De Santi, gerente de expansão da JNMoura. "Então, quando um produto ainda na fase de produção sai de um setor para o outro, é colocado dentro destas caixas". Antes da RFID, os funcionários informavam, manualmente ao sistema, somente na última fase do processo, que a tal caixa estava ali.

"Nesta hora já não era possível mensurar com exatidão quanto tempo demorava para um lote concluir uma fase do processo produtivo", relata De Santi. "E também como as caixas eram controladas por código de barras, o operador corria o risco de informar um número de código de barras errado ao sistema".