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Nova plataforma de teste chega ao mercado

O projeto de testbed do Industrial Internet Consortium aborda rastreamento e eficiência para os ativos em aplicações industriais

Por Mary Catherine O'Connor

14 de setembro de 2015 - O trem de pouso de um avião é, obviamente, um subsistema bastante vital. Qualquer falha significa uma partida atrasada na melhor das hipóteses e uma decolagem ou aterrissagem muito perigosas, na pior das hipóteses. O trem de pouso também é um ativo de registro na última testbed (plataforma de testes) do Industrial Internet Consortium (IIC), organização que está ajudando a acelerar a implantação de tecnologia baseada em sensores em rede (Internet of Things ou IoT ou Internet das Coisas) no setor industrial.

No início deste ano, a IIC – cujos membros fundadores incluem AT&T, Cisco, General Electric, Intel e IBM – lançou o programa testbed. O consórcio conta com a participação de fornecedores de hardware e software para avaliar e compartilhar padrões de arquiteturas abertas para a coleta, distribuição e análise dos dados recolhidos por redes de sensores de uma forma que possa ser aplicada a uma ampla gama de processos de negócios em todos os setores. Até agora, o ensaio cobre tópicos que vão desde a criação de uma arquitetura para sistemas de controle e análise de dados usados para gerenciar microgrids até rastreamento industrial para monitoramento de condições.

O trem de pouso é o foco da próxima testbed que a IIC anunciou recentemente, mas a mesma abordagem poderia ser aplicada a outros ativos também. O parceiro comercial líder é a firma de integração do sistemas Infosys, com Bosch, Intel e PTC. O objetivo é criar um trem de pouso com arquitetura de referência como um caso de uso para melhorar a eficiência dos ativos com base em dados sensoriais e sistemas máquina-a-máquina (M2M).

A eficiência de ativos refere-se a reduzir o desperdício e melhorar a manutenção de qualquer ativo industrial, com referência a eficiência em cinco pontos diferentes, diz Jayraj Nair, chefe de IOT da Infosys. São eficiência nas operações, manutenção, serviços, informação e energia.

No início deste ano, a Infosys conduziu um estudo com a Institute for Industrial Management (RIF) na Aachen University que mostraram que 85% das empresas de manufatura e de processos industriais na China, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos acreditam que poderiam se beneficiar de mais eficiência dos ativos. No entanto, apenas 15% têm implantado programas para fazê-lo. A maioria das empresas pesquisadas também dizem que querem implantar programas de eficiência até 2020, Nair relata.

O estudo mostrou uma grande necessidade de roteiros para a implantação de programas de eficiência, disse Richard Soley, diretor-executivo da IIC, em um post recente: "Com equipamentos e processos mais inteligentes, praticamente todas as atividades na indústria – de uma fábrica de aeronaves a um campo de petróleo – geram dados. Se esses dados são monitorados e se transformam em insights significativos, engenheiros de manutenção têm a oportunidade de se antecipar com precisão e corrigir falhas. Isso é uma poderosa oportunidade para maximizar o desempenho, conservar energia, reduzir o desperdício, melhorar a qualidade e aumentar os lucros. E sim, às vezes, até mesmo salvar vidas".