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Escolas automatizam pagamentos de lanches

Sistema RFID permite aos funcionários coletar automaticamente pedidos de almoço e pagamentos dos alunos de escolas italianas

Por Claire Swedberg

5 de agosto de 2015 - Cinco escolas públicas de Casamassima, uma cidade na região de Puglia na Itália, estão usando uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) para reconhecer as crianças quando chegam e para automatizar a encomenda e pagamento de almoços. Desde que o sistema entrou em operação em 2013, a tecnologia reduziu o trabalho do pessoal da escola, garantiu que os alimentos não sejam desperdiçados e que pais possam fazer os pagamentos online.

O sistema consiste de uma tag RFID passiva de ultra-alta frequência (UHF) anexada à mochila de cada aluno, um portal leitor instalado na entrada de cada escola e software para gerenciar os dados recolhidos, emitir alertas e fazer deduções de pagamentos de cada refeição. A solução é fornecida pela integradora de sistemas Cadan, utilizando hardware RFID da RFID Global by Softwork.

Uma tag RFID passiva UHF, feita com chip Alien Technology Higgs3, anexada à mochila de cada aluno
O município de Casamassima tem uma população de aproximadamente 19.000 pessoas, com cerca de 1.000 alunos de idades entre seis a 10 anos, que frequentam cinco escolas primárias da cidade. Tradicionalmente, os alunos pagavam refeições usando vale-refeição de papel comprados por seus pais na prefeitura.

Esse processo, no entanto, era demorado, pois dependia do controle manual pelos funcionários. Se tivessem qualquer dúvida sobre uma criança ser elegível a uma refeição, por exemplo, ou que alegasse ter perdido o seu vale-refeição, a escola optava por simplesmente fornecer os alimentos. Além disso, as escolas não sabiam exatamente quantos alunos compravam almoço a cada dia e, por isso, muitas vezes ofereciam excesso de comida, que acabava sendo descartado.

Paola Visentin
O distrito, por isso, procurou um sistema automatizado que eliminasse a necessidade de selos de papel e sua coleta manual, mas também que permitisse que cada escola comprasse a quantidade exata de refeições necessárias para um determinado dia. As escolas também queriam uma solução para os pais, permitindo fazer compras online e a solicitar vale-refeição digital adicional.

"O principal defeito de um sistema de cupons de alimentação manual", diz Carmelo Tommasi, diretor técnico da Cadan, "é a falta de um controle da gestão sobre os gastos, a fim de receber o reembolso". Em outras palavras, as escolas simplesmente não sabiam quantos estudantes compravam almoço todos os dias.

O distrito levou à Cadan o seu problema e a empresa forneceu uma solução de software conhecida como Kubos para gerenciar os dados de almoço e pagamentos, ao mesmo tempo que a instalou leitores de RFID para identificar automaticamente os alunos. O teste inicial ocorreu em laboratório próprio da Cadan no início de 2013 e a solução foi instalada em setembro do mesmo ano.