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Panvista rastreia tráfego em eventos

A solução Analytics 360 da empresa usa beacons Bluetooth a bateria e foi projetada para ser fácil e barata para instalar e operar

Por Claire Swedberg

29 de julho de 2015 - A Panvista, empresa de telefonia móvel e de inteligência com sede em Toronto, no Canadá, está fornecendo uma solução que usa beacons Bluetooth Low Energy (BLE) para ajudar expositores em feiras a identificar onde as pessoas estão e quanto tempo gastam em determinadas áreas. O sistema, conhecido como Analytics 360, ajuda expositores a melhor compreender os seus visitantes e permite que os organizadores do evento gerem receitas adicionais pelo melhor planejamento e precificação dos estandes, com base no fluxo de tráfego.

A solução Analytics 360 vem em duas versões, cada uma empregando beacons Bluetooth. Um usa beacons Bluetooth na forma de crachás inteligentes usados pelos participantes, bem como a instalação de sensores movidos a bateria Bluetooth (receptores) para habilitar o software Panvista, que identifica os locais desses indivíduos. Uma segunda versão envolve um aplicativo móvel rodando em smartphones habilitados para Bluetooth, juntamente com a instalação de beacons Bluetooth no chão para identificar a localização de cada visitante.

Relatório estande por estande
A empresa foi criada há sete anos para oferecer aplicativos que ajudem feiras e expositores a compartilhar conteúdo com seus visitantes. Cerca de dois anos e meio atrás, diz Andrew Echenberg, presidente da Panvista, os clientes começaram a fazer perguntas sobre o que mais um aplicativo poderia fazer. Eles procuraram conhecer não só quanta atividade havia em um aplicativo, mas também dados físicos relacionados com a localização de um usuário de aplicativo, a fim de ajudá-los a identificar os participantes. Essas empresas queriam uma maneira de saber o quanto melhorar o posicionamento e quais oportunidades de negócios estavam disponíveis. Muitas vezes, uma feira comércial é composta por centenas de milhares de metros quadrados com milhares de participantes e saber qual espaço está sendo usado é quase impossível.

Muitas empresas utilizam o Google Analytics ou serviços semelhantes para rastrear e relatar o tráfego do site. O objetivo da Panvista era encontrar uma maneira de levar esse tipo de análise para o mundo físico, explica Echenberg, acrescentando que o Analytics 360 destina-se a ajudar feiras e expositores. "Nossa premissa era uma tecnologia que abordasse as questões que não estavam sendo respondidas", afirma.

Heatmap report mostra concentração de pessoas
A empresa concluiu que uma tag passiva UHF e leitores RFID forneciam uma solução limitada. Os leitores poderiam ser instalados em locais-chave, como portas, para ler tags em crachás de identificação dos participantes, a fim de controlar a forma como muitas pessoas passam por uma área e quando isso ocorreu. No entanto, os dados recolhidos seriam limitados a áreas onde foram instalados os interrogadores e os leitores mesmos caros, assim como a instalação desses dispositivos.

Os dados baseados em beacon podem ser adquiridos de modo menos dispendioso, afirma Echenberg. No entanto, usar aplicativos móveis para coletar dados tem suas limitações, pois isso requer que os usuários primeiro baixem o aplicativo e ativem a funcionalidade Bluetooth do seu smartphone. Esses requisitos, observa ele, reduzem o percentual de participantes que utilizam o sistema.