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HidroMares melhora tráfego em portos

Por meio de solução com sensores, administradores portuários podem obter dados sobre as condições das águas e orientar os navios com segurança e eficiência

Por Mary Catherine O'Connor e Edson Perin

20 de julho de 2015 - A altura das ondas e a profundidade da água afetam a navegação de um navio em um porto. Além disso, a temperatura e a salinidade alteram a flutuabilidade de uma embarcação e, portanto, a posição do seu casco em relação ao fundo do mar. Tradicionalmente, os navegadores e administradores de portos, que guiam navios para dentro e fora, costumam confiar nas observações pessoais desses fenômenos.

Mas sensores montados debaixo d'água e em bóias podem fornecer localizações, medições em tempo real e complementar esse conhecimento empírico para ajudar um porto a ser mais produtivo e seguro, de acordo com Gabriel Paschoal, director de vendas da HidroMares, empresa que presta consultoria de oceanografia e soluções de tecnologia para os gestores portuários brasileiros.

Tela do aplicativo de HidroMares (clique para aumentar a imagem)
O sistema HidroMares, de coleta de informações em tempo real sobre o tempo-oceanográfico, conhecido como SISMO (Sistema de Informações Meteo-Oceanográficas), monitora ondas, correntes e a profundidade da água, bem como os níveis de temperatura e de salinidade, a fim de melhorar a segurança dos portos, agilizar o tráfego de navios e aumentar a produtividade.

Fruto do trabalho de um grupo de doutorandos da Universidade de São Paulo (USP), a HidroMares foi fundada em 2002. Permaneceu por um período na Incubadora de Empresas da USP, abrindo seu escritório em Santos em 2006. A solução da companhia usa uma variedade de sensores da empresa americana SonTek e da norueguesa Aanderaa.

Como as ondas de rádio não são facilmente propagáveis no ambiente subaquático, os sensores montados abaixo da superfície do oceano estão ligados por um cabo a bóias e estruturas de cais, onde modems de rádio fornecidos pela fabricante brasileira Duodigit transmitem os dados, pelo módulo machine-to-machine (M2M) Cinterion da Gemalto, a um servidor baseado em nuvem, por ligação de celular.