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Brasil combaterá roubo de carga com tags

As etiquetas RFID serão colocadas nos caminhões e um recadastramento obrigatório de motoristas começará em setembro deste ano

Por Edson Perin

16 de julho de 2015 - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinou a instalação de uma tag de identificação por radiofrequência (RFID) em toda a frota brasileira de caminhões a partir do mês de setembro deste ano, com o intuito de aprimorar o combate ao roubo de cargas. Além disso, os caminhoneiros terão de ser recadastrados, como parte das iniciativas para implantar o novo sistema nacional de segurança e controle de cargas.

Atualmente, há 1,1 milhão de caminhões circulando com mercadorias pelo país. Apenas no ano passado, houve registros de 17,5 mil roubos de cargas e um prejuízo estimado de R$ 1 bilhão para o país, de acordo com a ANTT. A busca por uma solução levou o governo a considerar um sistema de rastreamento baseado em RFID, para verificar informações sobre caminhão e carga, além de fiscalizar o pagamento de impostos federais e estaduais.

A tag da ANTT será colocada nos caminhões para combate de roubo de cargas e fiscalização de impostos
A leitura das tags RFID ocorrerá em portais fixos instalados nas rodovias e as informações serão transmitidas para um banco de dados, onde um aplicativo fará a comparação entre os registros do caminhão e da carga. Desta maneira, a fiscalização passará a ser realizada automaticamente, sem ter de parar cada caminhão em um posto de controle. Com isso, o sistema RFID economizará tempo e agilizará o processo.

Os dados colhidos das tags também irão alimentar o sistema de controle da polícia, tornando possível reconhecer um caminhão roubado, por exemplo, ou que teve a carga furtada. Para isto, a tag da ANTT ficará fixa no para-brisas dos veículos, em substituição ao adesivo que atualmente identifica os caminhões e que é colado na lateral da carroceria.

Deste modo, caso seja registrada uma ocorrência de roubo ou furto de um veículo de carga, por exemplo, a polícia poderá solicitar as informações de rastreamento da ANTT, cujo banco de dados manterá registros automáticos sobre a passagem de todos os veículos de carga e os respectivos horários, em cada um dos portais de leitura.

Cada tag custará R$ 50 para o caminhoneiro, que vai ter de passar por um recadastramento obrigatório, com início previsto para setembro e duração de um ano e meio. O portal de fiscalização se assemelha ao dos radares de fiscalização de velocidade. Em cinco anos, devem ser instalados 53, com o intuito de cobrir 75% das estradas do Brasil ao custo de R$ 8 milhões.

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