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O que será da Internet das Coisas em 2025?

Quatro previsões sobre como a IoT irá impactar as nossas vidas e locais de trabalho daqui a uma década foram avaliadas por participantes de evento, por meio de sensores

Por Mary Catherine O'Connor

6 de julho de 2015 - Você quer implantar um chip em seu cérebro, a fim de ter acesso rápido e fácil à Internet? Quase metade das pessoas que participaram de uma sessão focada no futuro na conferência Cisco Live!, realizada no mês passado em San Diego, Califórnia, disse que sim. Joseph Bradley, evangelista de Internet of Everything (IoE) e VP de Serviços de Consultoria da gigante de redes Cisco, colocou a questão como uma maneira de falar sobre resolução de 2015, de "abraçar a sua milenialidade" [neologismo para se referir ao ato de viver na virada do milênio]. Em linha com essa resolução, ele afirmou que faria o implante também.

Mas o ponto alto do painel foi pedir a especialistas de uma ampla gama de setores para prever como a Internet das Coisas deve impactar suas vidas e carreiras em 2025. A Sensum - empresa que fabrica dispositivos portáteis que rastreiam os movimentos dos olhos e expressões faciais, bem como detectam a atividade elétrica no cérebro para ajudar os comerciantes a avaliar a resposta emocional dos consumidores - equipou nove pessoas do público com sensores para controlar suas respostas emocionais diante das previsões. Depois, a Sensum determinou "a média de positividade emocional" dos participantes.

Joseph Bradley
Primeiro foi Kate O'Keeffe, executiva da Cisco que lidera um projeto chamado Cisco Hyperinnovation Living Labs (CHILL), uma empresa de consultoria que tem trabalhado com um número de clientes da companhia, incluindo Lowes, Costco, Visa e Nike, para desenvolver produtos e serviços que aproveitam a Internet das Coisas. Ela previu que até 2025, "a escassez de recursos irá conduzir as reformas que as empresas terão de inovar". Enquanto as corporações hoje resistem à colaboração, disse ela, a necessidade de uma utilização mais eficiente dos recursos e um imperativo de inovar a forma como os produtos são feitos e como indústrias operam vão forçar as empresas a "trabalhar mais em conjunto e ligadas em rede". Será que a Internet das Coisas desempenhará um papel nesta maior colaboração? Ela não disse, mas provavelmente sim.

A resposta dos participantes, de acordo com os dados da Sensum, mal registraram uma resposta positiva.

O segundo orador foi John Meister, vice-presidente sênior da Panera Bread. Sua previsão é que até 2025, os sensores de Internet das Coisas darão aos consumidores mais poder para compreender os impactos dos alimentos que ingerimos na saúde. Ele observou as recentes notícias que o Departamento de Saúde de Nova Iorque, que está considerando exigir dos restaurantes em cadeia que marquem alimentos ricos em sódio. Assim, disse ele, armar os consumidores com mais transparência sobre os alimentos que consomem é bom para a saúde pública.

O “emociômetro” da Sensum mostrou um pequeno aumento após a previsão de Meister, com 40% de positividade emocional como resposta média dos participantes usando sensores.