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Auditoria aprova uso de RFID na Vale

A maior mineradora do Brasil constata que a tecnologia reduz brutalmente o sumiço de insumos utilizados para manutenção de máquinas

Por Edson Perin

29 de maio de 2015 - A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) foi testada e aprovada pela equipe interna responsável pelas auditorias da mineradora brasileira e global Vale, produtora de minério de ferro e níquel. A companhia, que já vem colhendo resultados expressivos com a tecnologia em diversas áreas (leia mais em Vale rastreia 70 mil materiais de manutenção, Vale seleciona RFID entre seus melhores projetos e Vale apoia projeto do Memorial Drummond de Andrade), realizou uma conferência total de seus itens controlados por sistemas RFID para verificar a confiabilidade do controle de peças e ferramentas, em dois de seus sites em Minas Gerais: Cauê e Conceição.

Segundo Carlos Teixeira, analista sênior da Vale, em Itabira, responsável pela implantação das soluções pioneiras na companhia, não foram encontrados erros entre o que os sistemas indicavam de disponibilidade de produtos e o que realmente havia em estoque. “Nós havíamos sugerido 5% de margem de erro, mas – na realidade – não houve erro nenhum”, afirma Teixeira. “Se os computadores diziam haver 235 parafusos, os 235 parafusos estavam lá”.

Armazém da Vale e, no detalhe, produtos com tags RFID
A auditoria interna nos sistemas de RFID da Vale foi realizada entre os meses de março e abril, quando foi testada a eficiência do controle de peças e ferramentas por meio de identificação por radiofrequência. “Os auditores escolheram uma amostra de 30 itens do estoque, aleatoriamente”, explica Teixeira. “Depois, foram lá nos estoques e contaram um a um cada item: não houve diferença nenhuma, nenhum parafuso a menos e nem a mais. Isto nas duas áreas diferentes que foram verificadas”.

Como a margem de erro de 5% estava muito acima da realidade que os auditores encontraram, já que os números comparados entre os sistemas e os estoques dos 30 itens selecionados pelos fiscais estavam exatos, sem nenhuma diferença, a própria equipe de Carlos Teixeira resolveu fazer um balanço geral, contando todos os produtos e conferindo com o que havia de registros nos computadores. “As duas áreas auditadas tinham menos de 3% de erro entre os sistemas e os estoques reais, quando checamos todos os produtos”.

Atualmente, graças aos bons resultados da implantação de identificação por radiofrequência em minas da Vale, a diretoria de melhorias operacionais da companhia assumiu os projetos de RFID. “Agora, há uma quantidade enorme de projetos em andamento”, afirma Teixeira.