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Solução controla uso de EPIs no setor elétrico

CPqD e Coelce criam em parceria um sistema RFID para garantir que funcionários de campo estejam utilizando adequadamente seus equipamentos de proteção

Por Edson Perin

20 de maio de 2015 - O CPqD, de Campinas (SP), e a Coelce, empresa de energia cearense que é terceira maior distribuidora do nordeste e pertencente ao grupo italiano Enel, criaram em parceria um sistema baseado em identificação por radiofrequência (RFID) para garantir que os funcionários de campo do setor elétrico estejam usando adequadamente os seus EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletivos).

“A solução visa a atender a preocupação com o ser humano, de preservar a vida humana, por isso, é um projeto de cunho preventivo, um reforço educacional aos profissionais treinados para enfrentar condições de risco, mas utilizando os equipamentos corretos para cada situação”, explica Alessandro Andreo, gerente do Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID do CPqD.

Funcionário da Coelce verifica os EPIs e EPCs que serão utilizados, antes de carregá-los no veículo de serviço; à direita, trabalhador da Coelce vestido com o Colete de Leitura RFID, que verifica automaticamente o uso adequado de EPIs: pronto para o trabalho de campo
Com intuito de se certificarem de que estão usando adequadamente todos os equipamentos de proteção necessários para realizar cada tipo de serviço de campo, os trabalhadores da Coelce – ou de empresas terceirizadas, prestadoras de serviços – contavam apenas com os manuais de segurança e a memória pessoal sobre os treinamentos realizados. Porém, agora, com o sistema RFID desenvolvido especificamente para esta finalidade, os profissionais dispõem de uma checagem adicional eletrônica de seus equipamentos de proteção realizada automaticamente por um colete especialmente desenvolvido pelo CPqD para esta finalidade.

O colete possui um interrogador RFID, desenvolvido pelo CPqD com duas baterias recarregáveis e um modulo de leitura RFID M6e Micro da Thing Magic, e três antenas integradas para leitura de todas as áreas do corpo de cada trabalhador do setor elétrico onde são usados EPIs. “O colete é, na verdade, uma grande antena de RFID”, afirma Alberto Lucizani Pacifico, coordenador de projetos do CPqD e responsável pelo desenvolvimento do sistema RFID para o setor elétrico.

Além disso, há um leitor portátil – também desenvolvido pelo CPqD – que funciona anexado a um smartphone e que atua como um interrogador RFID móvel. O aparelho, igual ao que equipa o colete, serve para leituras móveis dos EPIs e EPCs que são carregados nos carros de serviços da Coelce ou de seus parceiros terceirizados, para serviços na rede elétrica. Este leitor móvel também tem duas baterias independentes do celular e se comunica com o smartphone por meio de sinais de Bluetooth.