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Mineradora reduz erros em carregamentos

A empresa Palm Beach Aggregates usa solução com beacons para identificar cada caminhão antes que seja carregado com areia, cascalho ou outro material

Por Claire Swedberg

4 de maio de 2015 - Uma fila de caminhões chega à empresa de mineração Palm Beach Aggregates, na Flórida, Estados Unidos, para pegar cerca de 20 produtos diferentes, carregados em quantidades específicas, respeitando limites de peso de cada um dos veículos, e para serem levados a diversos clientes. Por dia, cerca de 100 a 150 caminhões se movem pela instalação e são carregados de acordo com os pedidos. Para ajudar os operadores de carga a identificar qual produto deve ser colocado em cada veículo, a empresa está empregando a tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) fornecido pela TACinsight, também responsável pelo software de gestão (ERP).

A Palm Beach Aggregates processa cerca de 2 milhões de toneladas de calcário moído, areia e outros materiais para uso em asfalto, cimento e produtos de concreto para a construção de fundações e estradas. Os produtos da empresa são muitas vezes utilizados pelo Florida Department of Transportation (FDOT), que necessita de material específico para cada requisito. Quando um caminhão chega na instalação, diz Albert Moragues, gerente de projeto da Palm Beach Aggregates, é pesado e encaminhado ao local onde será carregado com o produto específico para o transporte a um destino designado, como uma construção de um cliente.

Uma tag beacon GeLo Bluetooth foi montada no para-brisa de cada caminhão
Os caminhões fazem fila na área de carga para receber o material adequado. A carregadeira, em seguida, enche o veículo com o material (antes do sistema automatizado, utilizava-se o limite de peso impresso na lateral do caminhão como um guia para indicar quanto carregar). O caminhão é então pesado novamente em seu caminho para fora da instalação.

Este processo pode levar a erros, segundo a empresa, tais como produto errado ou material em quantidade acima ou abaixo do solicitado. Se a quantidade de material é excessiva, o motorista deve descarregar o excedente. Então, o material muitas vezes não pode ser reutilizado devido a requisitos da FDOT. Assim, um único erro pode custar à empresa centenas de dólares.

Albert Moragues
A TACinsight oferece software para clientes de pedreiras, mineração e construção, de acordo com Mike Mendiola, um dos co-fundadores da companhia. A empresa fornece soluções baseadas em RFID com etiquetas ativas e leitores fixos. Os leitores de RFID são geralmente caros e complicados de configurar, diz Mendiola. No caso da Palm Beach Aggregates, teriam de ser instalados em carregadores de unidades individuais fixas. "O leitor RFID precisa ser montado com o display de interface de operação", afirma. Além do mais, o leitor precisa ser conectado ao dispositivo no qual o aplicativo está sendo executado.

A solução foi Bluetooth Low Energy, diz Steve Rasmussen, outro co-fundador da TACinsight. "A BLE era intrigante", diz Mendiola, "porque nós poderíamos usar um telefone off-the-shelf ou tablet como um leitor e, desta forma, a integração torna-se muito mais simples. Poderíamos, então, criar um aplicativo para trazer informações do beacon para o operador de carregadeira. O uso de BLE por smartphones ou tablets comumente disponíveis nos permitiu eliminar um componente externo caro [um leitor de RFID] e simplificar muito a implantação".