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Sinctronics emprega alta tecnologia na sustentabilidade

A RFID facilita a logística reversa de produtos descartados e a identificação de materiais que serão reciclados para equipar novos computadores e impressoras

Por Edson Perin

1 de abril de 2015 - A identificação por radiofrequência (RFID) está inserida no conjunto de tecnologias de ponta e inovações adotado pelo Sinctronics, o Centro de Inovação em TI Verde [TI ou Tecnologia da Informação], criado em Sorocaba (SP). O primeiro ecossistema integrado de soluções sustentáveis voltado para o mercado de produtos eletroeletrônicos do Brasil já processa 100 toneladas de máquinas descartadas por mês, gerando matéria-prima para a fabricação de novos equipamentos e, ainda, reduzindo a extração de novos recursos naturais, economizando energia e diminuindo as emissões de carbono.

Fruto das experiências bem sucedidas tanto no uso de RFID para fabricação de impressoras da HP Brasil, na planta da Flextronics, como na logística reversa empregada pelo projeto SmartWaste da HP, que controla a reciclagem das máquinas fabricadas no país após o seu descarte (leia mais em Brasil usa RFID para sustentabilidade), o Sinctronics atende as demandas da indústria e da sociedade e os requisitos ambientais do governo, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

"Esta é a primeira planta de reciclagem de produtos descartados no mundo criada ao lado de uma fábrica de produtos novos, que está plenamente preparada para receber os materiais e peças produzidos pela planta de reciclagem. É a única do mundo com estas características, até onde se tem notícia", defende Carlos Ohde, country manager da Sinctronics, cujas instalações ficam a poucas centenas de metros de distância da fábrica da Flextronics, ambas em Sorocaba.

Quando uma impressora descartada, por exemplo, chega à Sinctronics, a identificação da máquina é o primeiro passo para saber quais são os materiais de sua composição, determinar o processo de desmontagem e armazenamento destes conteúdos e, inclusive, para definir a destinação e reutilização da matéria-prima resultante. Este processo pode ser feito por RFID, nos equipamentos que já adotam esta tecnologia, ou manualmente, o que exige mais tempo e, por isso, impacta no aumento dos custos de reciclagem.