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Airbus entra em nova fase de uso da tecnologia

A fabricante de aviões está pedindo a fornecedores para colocar tags RFID em todos os itens rastreáveis para ampliar as aplicações na cadeia de abastecimento

Por Mark Roberti

6 de março de 2015 - A Airbus revelou que está pedindo para a sua base de fornecedores para etiquetar todos os itens rastreáveis com tags passivas de identificação por radiofrequência (RFID). Os itens rastreáveis são aqueles serializados, reparáveis, substituíveis, sustentáveis ou com vida útil limitada. Os fornecedores podem optar por colocar uma placa integrada com identificação RFID em um item, a fim de substituir a placa convencional de identificação não-RFID, ou podem optar por adicionar uma tag RFID separada em outro lugar. Ao mesmo tempo, a Airbus está reforçando a formação em RFID de seus próprios engenheiros da cadeia de suprimentos, baseados nos Estados Unidos, Ásia e Europa, a fim de apoiar a adoção da tecnologia.

O esforço para implantar etiquetas RFID permanentes em itens – parte de um projeto de toda a empresa para melhorar a rastreabilidade – está sendo implementado em várias fases. Na conferência e exposição anual RFID Journal LIVE! do ano passado, Carlo Nizam, chefe de RFID e visibilidade da cadeia de valor do Grupo Airbus, anunciou que sua empresa iria começar a etiquetar todos os itens rastreáveis que fabrica internamente. Para o fim de 2014, a fabricante de aviões expandiu mais sua implantação para incluir itens rastreáveis fabricados pela sua base de fornecimento externa. Este esforço é dividido em dois grupos, com prazos previstos para serem concluídos até o final de 2015 e 2016, respectivamente.

"Nossa implantação entrou em uma nova fase", diz Nizam. "Ao longo dos anos, nosso foco tem sido a utilização da tecnologia internamente em todo o Grupo Airbus, para permitir a digitalização dos nossos processos industriais e demonstrar os benefícios de liderar pelo exemplo. Mas sempre foi uma parte importante da nossa visão adotar uma abordagem que criasse valor para toda a indústria, para todos os envolvidos: os nossos parceiros de cadeia de abastecimento, clientes de companhias aéreas e os atuantes de serviços. A expansão para incluir RFID permanente em todos os itens rastreáveis irá fazer exatamente isso e ajudar a dar valor para todos, tanto a montante como a jusante".

Em 2012, a Airbus rastreou mais de 1,2 milhão de itens em toda a sua produção de aeronaves. Até 2018, a empresa estima que serão atingidos mais de 2,6 milhões de itens – mais do que o dobro do valor atual –, razão pela qual precisam usar RFID para digitalizar processos, afirma Nizam, uma vez que manter o controle de peças manualmente via papel e caneta é demasiado oneroso.

Nizam tem conhecimento de alguns problemas que os primeiros a adotar RFID no varejo têm enfrentado ao fazer com que a sua base de fornecedores use a tecnologia. Seu objetivo, portanto, é o de proporcionar flexibilidade e suporte à cadeia de suprimentos de sua empresa. Os fornecedores podem optar por usar o que é conhecido como uma placa de identificação RFID integrada (que tem um transponder RFID embutido nela) para substituir uma placa de identificação convencional não-RFID, ou eles podem utilizar etiquetas RFID separadas, além de placas de identificação existentes. A Airbus também está aumentando o conhecimento e a experiência RFID de suas equipes de engenharia da cadeia de suprimentos, diz ele, a fim de ajudar a adoção na cadeia de suprimentos de apoio. A empresa está compartilhando abertamente as lições aprendidas com suas implantações internas, para ajudar os parceiros da cadeia de suprimentos a tirar proveito das capacidades da tecnologia para seus próprios benefícios internos.