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Porsche rastreia protótipos e melhora segurança

A fabricante de automóveis utiliza RFID nos componentes de seus protótipos de veículos e para monitorar os locais onde ficam guardados os carros

Por Claire Swedberg

27 de fevereiro de 2015 - A fabricante alemã de carros de alto desempenho Porsche lançou uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) para melhorar o gerenciamento e circulação de seus protótipos de veículos e seus componentes, nos laboratórios e nas estradas. O sistema RFID, fornecido pela noFilis, permite que a fabricante de automóveis identifique quais componentes são instalados em seus protótipos durante cada um dos inúmeros testes, além de rastrear locais como o estacionamento do centro de desenvolvimento da empresa. Além disso, está usando um sistema baseado em sensores para controlar os veículos recentemente projetados em qualquer lugar.

"A Porsche precisava de soluções de software inovadoras, a fim de melhorar os processos de produção e de gestão de aplicação", diz Thomas Grabscheit, especialista em RFID e gerente de projeto sênior da MHP, subsidiária Porsche que fornece processo e serviços de consultoria para os setores automotivo e de fabricação.

Quando o teste é concluído, o protótipo é conduzido pelo portal que consiste de um leitor e antenas RFID, para identificar os componentes do veículo por meio de etiquetas RFID
Os engenheiros da Porsche trabalham em seus futuros carros no centro de desenvolvimento da empresa, em Weissach, na Alemanha. Uma vez que um protótipo é construído com componentes feitos especificamente para o novo carro, o veículo prossegue através de uma série de testes para garantir que atenda os requisitos da empresa quanto a velocidade, desempenho e outras funcionalidades. Alguns testes são realizados dentro de um ambiente de laboratório, enquanto outros exigem um piloto para conduzir o protótipo em estradas, dentro ou fora das instalações.

O desenvolvimento e teste de qualquer carro novo são um processo altamente complexo, ainda mais na instalação da Porsche, onde se espera que os carros novos proporcionem desempenho melhor para o segmento premium do mercado de automóveis. Cada carro novo, explica Grabscheit, é testado com múltiplas combinações de centenas de componentes fabricados pela Porsche e provedores, de acordo com as especificações dos engenheiros. Durante cada ensaio, os componentes são instalados no veículo, o seu desempenho é medido e as peças são então trocadas por outras, tudo em um esforço para chegar a um produto de melhor desempenho. Às vezes, se o pessoal de teste não tem certeza de quais componentes estão no carro e podem precisar de desmontar partes do veículo após um teste, para ver o número de identificação escrito em cada componente.

Thomas Grabscheit
A Porsche se aproximou da noFilis a procura de um sistema automatizado para realizar o rastreamento de componentes no processo de testes, depois de a fornecedora construir uma solução semelhante para a empresa-mãe da Porsche, a Volkswagen, de acordo com Patrick Hartmann, diretor global de vendas da noFilis. O sistema, conhecido como "Gläserner Prototyp" (ou protótipo transparente), consiste em etiquetas RFID EPC UHF colocadas em 200 componentes, cada um com uma identificação única relacionada a detalhes sobre cada peça. Os itens etiquetados são instalados no carro e quando o teste é concluído, o veículo é conduzido por um portal leitor RFID para identificar todos os seus componentes. O portal é produzido com um leitor RRU4-ELC-E6 da Kathrein e antenas Wide Range. O software CrossTalk Agent da noFilis, residente no leitor, captura os dados de tag e os encaminha ao software CrossTalk em execução no servidor back-end da Porsche. Com o software operando no leitor, diz Hartmann, o sistema continua a funcionar mesmo que a rede local (LAN) torne-se temporariamente indisponível.

A empresa também pode usar um leitor portátil Nordic ID Merlin Cross Dipole para confirmar as IDs das tags, caso não sejam todas interrogadas pelo leitor fixo.

Devido à grande variedade de componentes, como tubos de admissão, filtros de ar, airbags e conversores catalíticos, a empresa empregava várias tags e modelos de etiquetas RFID, incluindo Confidex e Smartrac.