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Brasileiros querem avaliar uso de RFID no enxoval hospitalar

Acadêmicos da Universidade Estadual da Paraíba estudam uso da tecnologia para rastrear roupas de cama, mesa e banho no setor de saúde

Por Edson Perin

29 de janeiro de 2015 - O rastreamento e a gestão de enxoval hospitalar utilizando tags (etiquetas) de identificação por radiofrequência (RFID) não são em si novidades em diversos países do mundo, incluindo vizinhos do Brasil na América do Sul, como a Argentina. Assim, dois acadêmicos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, resolveram investigar o uso da tecnologia nos hospitais brasileiros e compreender os benefícios que a adoção da RFID pode significar para as instituições de saúde.

O mestrando Manoel Pereira Andrade Filho e seu orientador, o professor-doutor Eduardo Jorge Valadares Oliveira, resolveram publicar sobre o projeto de trabalho em um artigo, que foi divulgado no XXIV Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica, no mês de outubro de 2014, em Uberlândia (MG), no qual relatam que há grandes oportunidades para o uso da tecnologia nos hospitais brasileiros, ainda muito centrados no uso de códigos de barras para controle de enxoval, o que resulta em processos demorados de inventário e facilita erros e extravios.

Por enxoval hospitalar entendem-se todas as roupas de cama, mesa e banho das instituições de saúde, além de jalecos e roupas utilizadas tanto por equipes médicas como pacientes dentro e fora dos centros cirúrgicos.

Sistema RFID para rastreamento de enxoval hospitalar em estudo pelos mestrandos da UEPB
Os acadêmicos da UEPB consideram que as elevações dos custos com a prestação de serviços de saúde impõem aos gestores hospitalares melhores práticas para a administração, gerenciamento de insumos e tecnologias hospitalares. "Um caso concreto onde se pode obter uma importante redução dos custos operacionais é o adequado manejo do enxoval hospitalar", relata o artigo. No Brasil, a técnica mais utilizada é o código de barras, por ser considerado mais barato, "porém, tem como restrição o manuseio das peças sujas".

"A utilização da RFID", diz o artigo, "permite um bom monitoramento do enxoval hospitalar por introduzir mecanismos que permitem, com confiabilidade e velocidade na coleta de dados, atingir os objetivos de monitoramento e controle das peças. O sistema via RFID vem se apresentando como um recurso mais adequado do que a técnica do código de barras, contudo, ainda é considerado de alto custo, embora esse custo ainda não seja bem determinado, uma vez que sua avaliação depende do foco dado à gestão do enxoval hospitalar".

Diante disto, decidiram – como objetivo principal do estudo – desenvolver uma metodologia para a implantação da tecnologia de RFID no controle de enxovais hospitalares, identificando requisitos e condições técnicas e gerenciais para que essa solução possa ser melhor utilizada na promoção das boas práticas de gestão hospitalar.