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Pandoor abre porta para automação

O fabricante de portas israelense está fixando etiquetas RFID nas pranchas de madeira usadas em seus produtos, para instruir o processo de fabricação automática

Por Claire Swedberg

7 de janeiro de 2015 - A empresa israelense Pandoor Doors está expandindo seu sistema de identificação por radiofrequência (RFID) implantado no ano passado para automatizar a fabricação de portas personalizadas. Pela fixação de tags RFID – fornecidas pela empresa Tadbik – nas tábuas de madeira usadas como matéria-prima para portas feitas sob medida e pela implantação de leitores de RFID nos transportadores, a empresa tornou possível informar automaticamente ao sistema robótico sobre quais processos realizar, a fim de atender às exigências de cada cliente de modo personalizado.

A Pandoor, maior fabricante de portas de Israel, descreve-se como uma das maiores fabricantes mundiais de portas de estilo italiano. Desde 2002, a empresa realiza concepção e construção de portas interiores de estilo italiano em uma instalação em Israel. A empresa permite que cada cliente selecione várias opções – incluindo modelo, cores, vidro e acessórios – para criar uma porta que se adapte a qualquer casa, construção e orçamento. As opções incluem 17 cores, 13 tamanhos e três opções de altura, bem como as variações de combinações de decoração. Além disso, oferece sua linha original de portas e quadros resistentes à água feitos a partir de materiais poliméricos, ao invés de madeira, desde 2011.

Um braço robótico pega uma prancha de madeira inacabada e a coloca em um dos transportadores, onde um leitor RFID Feig capta o número de ID da etiqueta da prancha
No passado, os trabalhadores tinham de configurar manualmente as máquinas de corte controladas por computador, processo conhecido como computer numerical control (CNC), para fazer os sulcos certos na madeira. Os operadores escolhiam as configurações do roteador para cada porta a ser produzida. Em 2013, no entanto, a empresa abriu uma nova fábrica automatizada em Kiryat Gat, segundo Anatoly Vays, vice-presidente de produção da Pandoor. Ao deslocar a produção para um sistema automatizado, explica ele, a empresa procurou acomodar melhor o grande número de pedidos em tempo hábil. O trabalho manual não só reduz a produção, explica, mas também expunha a empresa a erros potenciais.

Para ativar a automação, a Pandoor criou um software para gerenciar os dados relativos a cada pedido, empregando RFID para o roteador identificar sozinho a solicitação de serviço e, então, alterar as configurações de acordo com o desejo do cliente. "Ficou claro que a RFID fará parte da nova fábrica automatizada", diz Vays, por isso a empresa desenvolveu o software para gerenciar dados baseados em RFID. Em seguida, instalou leitores, começando com alguns roteadores automatizados, porém agora está expandindo seu uso para a área de pintura também.