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Vale rastreia 70 mil materiais de manutenção

Nascida como piloto no setor de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem da mina de Itabira (MG), a tecnologia RFID crescerá para toda a corporação

Por Edson Perin

3 de dezembro de 2014 - A Vale resolveu estender para toda a corporação os bons resultados do projeto com a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), que nasceu como piloto na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem (GATPS), da mina de Conceição, em Itabira (MG). A mineradora genuinamente brasileira e hoje global detém a liderança na produção de minério de ferro no mundo e a segunda posição como produtora internacional de níquel.

Carlos Teixeira, analista sênior da Vale em Itabira, responsável pelos projetos de RFID em andamento, afirma que os benefícios observados pelo uso da tecnologia estão sendo o impulsionadores de seu crescimento. "Já implantamos este controle em cinco áreas distintas, que juntas rastrearam mais de 70 mil unidades de materiais de manutenção", diz Teixeira. "Estas áreas já estão colhendo frutos deste trabalho, com consideráveis reduções de custos e desperdícios. Por conta disto, este trabalho está sendo expandido para todas as unidades da Vale no Brasil, através de uma atuação conjunta entre Tecnologia da Informação (TI), Suprimentos e áreas de manutenção".

À direita, Carlos Teixeira, da Vale, com Ravi Margasahayam, engenheiro aeroespacial da NASA, que foram palestrantes do RFID Journal LIVE! Brasil 2014
O ápice da atividade de expansão deverá ocorrer no próximo ano, segundo Teixeira, que, em janeiro, irá de sua base em Itabira (MG) para Vitória (ES) para contribuir com os esforços para a implantação da aplicação que será usada em todas as unidades da Vale no Brasil.

"Depois de muito trabalho para aprovar a eficiência da ferramenta com RFID, está aí o conceito do controle que estamos aplicando na Vale. Até os chamados Kanbans Emergenciais, que são contêineres que abrigam materiais usados nas manutenções rotineiras, estão recebendo o controle híbrido, com código de barras e a RFID, para controlar as movimentações de materiais", comemora.

Teixeira já havia afirmado em outra etapa do projeto que o objetivo da RFID na Vale não é apenas manter o controle sobre a disponibilidade e a localização das ferramentas em uso, o que por si só já é uma grande meta, considerando-se a quantidade e os custos dos objetos em questão. "Nosso intuito é garantir a validade e a correta calibragem dos equipamentos, o que pode evitar inclusive que os trabalhadores se machuquem ao utilizar determinadas ferramentas, caso estejam descalibradas", ressalta.

Para viabilizar o uso de RFID na ferramentaria, Teixeira está utilizando recursos de sua própria equipe para adaptar um sistema de gestão de equipamentos que foi desenvolvido por uma multinacional do setor de Consultoria e TI. "Executivos deste fornecedor disseram que nos apresentariam em breve um upgrade no sistema para uso com códigos de barras, mas quando souberam que já estamos adaptando tudo para uso de RFID, ficaram entusiasmados pelo projeto e querem vê-lo em produção", diz Teixeira.