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Empresas estão de olho no mercado de IoT

Duas companhias de varejo vêem enormes oportunidades no mercado de Internet das Coisas (IoT), como plataformas para casas inteligentes

Por Mary Catherine O'Connor

19 de novembro de 2014 - Kevin Meagher, vice-presidente da varejista de soluções domésticas Lowe's, é também gerente geral de produtos e serviços para a plataforma de casas inteligentes da varejista Iris. Os consumidores podem utilizar a Iris para controlar dispositivos como termostatos ou para receber alertas de sensores que monitoram portas e janelas, todos gerenciados sem fio pelo hub da Iris ligado ao serviço de internet de banda larga do dono da casa. Meagher disse recentemente na conferência Gigaom Structure Connect, em San Francisco, que produtos e serviços de Internet of Things estão vendendo bem, mas não para proprietários.

"Temos visto muitos donos de pequenas empresas comprarem o que é essencialmente um sistema de segurança doméstica", diz Meagher, referindo-se ao kit básico de segurança Iris Safe & Secure, que contém a central da íris e sensores para portas e janelas. Ele pode ser configurado para que uma porta ou janela, quando aberta, dispare um alarme e/ou envie um alerta de texto para o smartphone do usuário. "Uma pequena empresa pode querer certificar-se de que um empregado chega na loja para abri-la às oito da manhã", explicou, falando de serviços básicos de segurança para empresas, sem pagar por um serviço completo sistema de segurança.

Conteúdo do kit básico do Iris Safe & Secure, da Lowe's
Meagher também relatou suas preocupações em relação aos termostatos inteligentes, controles de iluminação e outros produtos ligados à internet que são controlados por meio de aplicações específicas. "Os consumidores não vão controlar sua fechadura com um aplicativo e o seu termostato com outro", disse ele. "O valor da Internet das Coisas não está em controlar um dispositivo, mas vários dispositivos falando uns com os outros".

Para isso, Meagher disse aos participantes, que a Lowe's está apoiando fortemente o desenvolvimento de padrões abertos para dispositivos da Internet das Coisas.

"Estamos estimulando nossos vendedores a escolher um padrão aberto", Meagher afirmou. "Este é o nosso poder no mercado, afinal compramos US$ 50 bilhões de produtos de nossos fornecedores".

A Lowe's desempenha um papel importante no avanço da Internet das Coisas, diz Meagher sobre os consumidores que estão controlando suas casas remotamente ou para monitorar acesso seu local de trabalho. Embora a Lowe's esteja alavancando sua própria marca, vendendo a plataforma Iris, disse ele, a empresa pretende vender produtos inteligentes desenvolvidos por empresas de telecomunicações ou de TV a cabo. Os provedores de TV a cabo Xfinity e AT&T também têm ofertas de produtos para casas inteligentes. Porque a Lowe's serve como um lugar para aprender, testar e depois comprar os produtos da Internet das Coisas, bem como devolvê-las se não são o que os consumidores querem, o varejista pode auxiliar essas empresas que são tradicionalmente focadas em serviços. "O varejo é realmente muito difícil", brinca Meagher.

Olhando para o futuro, diz ele, o surgimento da Internet das Coisas, especialmente no mercado de consumo, significa que as diferenças entre "produtos e serviços não vão ser perceptíveis. Tudo são dados: a partir de sensores pode-se transformá-los em serviços".

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