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RFID ganha espaço para controle de cargas sensíveis

Solução da Unisys para transportes aéreos prevê o uso da identificação por radiofrequência para monitorar cargas e rastrear bagagens

Por Edson Perin

14 de novembro de 2014 - A Unisys anunciou há algumas semanas no Brasil uma solução que permite às companhias aéreas rastrear e monitorar cargas sensíveis. Segundo a fornecedora de tecnologia, os novos recursos do software LMS (Logistics Management System) possibilitam que as empresas do setor registrem automaticamente informações sobre cargas aéreas frágeis, inclusive com o uso de sistema RFID.

A Unisys atualizou os recursos para garantir o rastreamento e monitoramento de cargas aéreas sensíveis à temperatura, tais como produtos farmacêuticos e perecíveis, por meio do controle de contêineres com sensores para acompanhamento das condições ambientais durante o ciclo de transporte ou até por leituras manuais nos horários de saída e chegada dos carregamentos.

De acordo com Clóvis Chiaravalloti, diretor responsável pela vertical de transportes da Unisys na América Latina, a RFID pode ser utilizada pelos clientes que quiserem realizar o monitoramento da temperatura – e outros parâmetros – por sensores durante o transporte. "Nós podemos trabalhar com qualquer fornecedor de soluções RFID do mercado, em qualquer lugar do mundo. A solução LMS está pronta para isto, quando o cliente desejar", acrescenta.

No Brasil, a Unisys atende a GOL Transportes Aéreos, que ainda não utiliza a RFID. "Há três etapas para o uso da RFID, na nossa visão. Primeiro, a RFID capta uma informação [um dado sobre a temperatura de um produto, por exemplo]. Em segundo, o sistema trata a informação e traduz o que significa. Por último, os processos de logística e movimentação de material têm de estar bem definidos, para que sejam realizadas as ações necessárias", explica Chiaravalloti.

Clóvis Chiaravalloti, da Unisys
O executivo diz que a Unisys é uma tradicional fornecedora de soluções para companhias aéreas, envolvendo controle de passageiros, cargas e bagagens. "Temos clientes como GOL, no Brasil, Delta, Air Canadá, SAS, Air China, Asia e outras grandes companhias", acrescenta. "Estamos alinhados com as definições da IATA [International Air Transport Association], para transportes de cargas, incluindo as cargas especiais".

Chiaravalloti afirma que a Unisys já desenvolveu vários projetos envolvendo RFID. "Nós implementamos no sistema a capacidade de captação de dados sobre produtos farmacêuticos em contêineres. Com RFID para acompanhamento de temperatura, o sistema vai enviar as informações ao software e, por exemplo, gerar um alerta", diz.

"Hoje o que vemos é a capacidade de uma pessoa fazer a leitura manual. A RFID passa a ser uma ferramenta de captação rápida da informação. Alguém entra no porta-malas de um avião, com um leitor manual, ou um leitor [antena] é instalado no escorregador de cargas".